“Com 9 meses de gravidez, eu ainda usava crack”

Muitas mulheres mantêm o vício e usam drogas durante a gestação e a amamentação, colocando em risco a própria vida e a do bebê


Por Michele Roza / Fotos: Reprodução

O número de pessoas em todo o mundo que usou drogas ao menos uma vez no período de um ano atinge a incrível marca de 275 milhões – ou cerca de 5,6% da população global entre 15 e 64 anos –, de acordo com o Relatório Mundial sobre Drogas de 2018, divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).

Entre este número estão cerca de 30 milhões de dependentes químicos, a maioria homens. Contudo, as mulheres apresentam padrões específicos de uso de drogas e, embora possam entrar no vício mais tardiamente, elas tendem a aumentar o consumo mais rapidamente do que eles.

Vício da mãe, risco para o bebê

Mesmo grávidas, muitas mulheres mantêm o vício e usam drogas durante a gestação e a amamentação, o que acarreta além de um grande risco à saúde do bebê, um grave problema social.

Um estudo publicado recentemente pela revista da Academia Americana de Pediatria apontou que o THC, principal componente psicoativo da maconha (a droga mais amplamente consumida no mundo), foi detectado em 63% das amostras de leite materno, mesmo após 6 dias do consumo da droga pela mãe.

A pesquisa foi financiada pelos National Institutes of Health (Institutos Nacionais de Saúde), centros de pesquisa biomédica dos Estados Unidos, país onde a maconha é ilegal – de acordo com a legislação federal -, mas alguns estados já permitem o uso medicinal e/ou recreativo.

Ela usou crack durante toda a gestação

O fato é que abandonar o vício também se torna mais complicado para as mulheres, que representam apenas uma a cada cinco pessoas em tratamento no mundo todo, ainda segundo informações do relatório do UNODC.

Samanta Pereira (na foto acima) sabe bem o que é isso. Ela mergulhou fundo no mundo dos vícios, com seu marido Júlio César Batista. Usavam crack. Ela engravidou e continuou usando a droga durante toda a gestação, colocando em risco a própria vida e a de sua filha.

Além disso, ela também sofreu com a agressividade do marido em casa, que chegou a ameaçar jogar a filha recém-nascida de cima de uma sacada para conseguir dinheiro para comprar uma pedra de crack. Samanta não aguentava mais o sofrimento do vício e suas consequências.

“Eu cheguei a dizer que preferiria morrer a usar crack. Mas, quando eu vi, já estava usando a droga. Consumi durante toda a minha gravidez. Sofri agressões físicas do meu marido. Brigávamos por dinheiro, porque não tinha mais nem para a comida”, contou Samanta.

O índice de usuários do crack e da cocaína no Brasil representa pelo menos 20% do consumo mundial da droga, aproximadamente dois milhões de pessoas, segundo o último Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Um dos fatores mais impactantes ainda é que apenas 1% dos usuários procura por tratamento.

Tratamento para a Cura dos Vícios

Mas Samanta queria mudar de vida. Júlio também. Foi ele quem, há 3 anos, assistiu a um programa na televisão de madrugada e aceitou o convite para comparecer à palestra do Tratamento para a Cura dos Vícios, para dar fim de vez àquilo que estava destruindo a vida do casal. “A nossa vida mudou quando conhecemos o Tratamento. Hoje, a nossa família é a prova de que o vício tem cura sim. Recuperamos a dignidade. Estamos curados”, conclui Samanta.

O Tratamento para a Cura dos Vícios, método sem internações, sem medicamentos e sem custos, apresentado pelo especialista Rogério Formigoni, já percorreu o Brasil inteiro e cerca de 40 países levando a cura para mais de 3 milhões de pessoas. O método mostra resultado na vida daqueles que querem se libertar de qualquer tipo de vício.

Se você não aceita mais o sofrimento de um familiar ou de um amigo, ou ainda deseja se libertar das drogas, as palestras acontecem todos os domingos, às 15h e 18h, na Avenida João Dias, 1.800, em Santo Amaro, zona sul de São Paulo. Para mais informações, você pode acessar agora mesmo o site www.viciotemcura.com e entrar em contato diretamente com a equipe do Tratamento também pelo WhatsApp.

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