Por que Deus tem a ver com política?

Desde o início da humanidade, já era preciso constituir leis e nomear líderes para comandar e administrar o povo


Por Maiara Máximo/ Fotos: Munir Chatack e Blad Meneghel

Engana-se quem pensa que a política é desnecessária. Desde o começo da humanidade, o próprio Deus constituiu leis e autoridades para que o povo fosse governado com disciplina. Um exemplo são os patriarcas Abraão, Isaque, Jacó e os filhos de Jacó e de Davi – chefes de família que foram escolhidos para comandar seu povo.

Nas Escrituras Sagradas, o livro de Juízes retrata o período histórico do povo hebreu e mostra a liderança política, religiosa e militar de um homem que, por instrução divina, unificava e dirigia as tribos hebreias, principalmente em períodos de guerras.

AUTORIDADE Otniel (interpretado por Leonardo Miggiorin em A Terra Prometida, da Record TV) foi preparado e instruído por Deus

Primeiro juiz
Esse líder era Otniel, primeiro juiz de Israel, escolhido por Deus. Ele governou o povo hebreu durante 40 anos e o livrou da opressão mesopotâmica depois que os filhos de Israel fizeram o que era considerado mau aos olhos de Deus, como está relatado no livro de Juízes, 3.8-11: “Então a ira do Senhor se acendeu contra Israel, e Ele os vendeu na mão de Cusã-Risataim, rei da Mesopotâmia; e os filhos de Israel serviram a Cusã-Risataim oito anos. E os filhos de Israel clamaram ao Senhor, e o Senhor levantou-lhes um libertador, que os libertou: Otniel, filho de Quenaz, irmão de Calebe, mais novo do que ele. E veio sobre ele o Espírito do Senhor, e julgou a Israel, e saiu à peleja; e o Senhor entregou na sua mão a Cusã-Risataim, rei da Síria; contra o qual prevaleceu a sua mão. Então a terra sossegou e Otniel faleceu”.

Otniel foi escolhido por Deus para ser esse libertador e colocar ordem no caos vivido pelos hebreus por terem desrespeitado as leis. Eles já tinham provado que sem um líder era impossível viver em paz. Essa passagem bíblica, como tantas outras, confirma como Deus se preocupava, desde aquela época, com a organização política.

Sabendo da necessidade de regras para disciplinar o povo, Deus deixou para o ser o humano os Dez Mandamentos, mencionados pelo líder Moisés no livro de Êxodo, capítulo 20. Esses mandamentos correspondem às leis que regiam o povo naquela época, mas que hoje também devem fazer parte da vida de todo ser humano. São leis que jamais envelheceram ou se tornaram obsoletas.

Jesus e os impostos
Não eram somente as leis divinas que deveriam ser respeitadas durante a história da humanidade. O Senhor Jesus também era a favor das leis dos homens e da organização política. Ele próprio obedeceu às leis dos romanos enquanto esteve na Terra como Messias no propósito de salvar a humanidade. Isso ficou evidente quando Ele foi questionado sobre a devolução dos impostos: “É-nos lícito dar tributo a César ou não? E, entendendo Ele a sua astúcia, disse-lhes: Por que me tentais? Mostrai-me uma moeda. De quem são a imagem e a inscrição? E, respondendo eles, disseram: De César. Disse-lhes então: Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.”(Lucas, 20.22-25).

Mateus (Gabriel Gracindo), da novela Jesus, na Record TV, foi cobrador de tributos, uma profissão requisitada naquela época

O próprio Jesus respeitou as leis estabelecidas, pois sabia que a proposta da existência de uma sociedade politicamente organizada traria benefícios aos cidadãos – é claro que isso seria possível apenas quando fossem governados por pessoas justas. Isso nos faz pensar, então, que precisamos reagir como cristãos e eliminar o pensamento de que política não tem a ver com Deus. Quando nos omitimos e não escolhemos o nosso representante, somos obrigados a obedecer às leis impostas sem termos direito de reclamar posteriormente.

Plano de Deus
O projeto de nação que Deus elaborou para o seu povo sempre dependeu do envolvimento de todas as pessoas nas questões políticas para, enfim, ser colocado em prática. Com isso, podemos entender que política não é uma ciência inventada por alguém, mas, sim, aquilo que Deus nos deixou para que tivéssemos uma boa convivência. É claro que se for usada de forma inadequada e por pessoas erradas deixará de cumprir o seu verdadeiro papel, que é governar e administrar os interesses de todos. Portanto, você, leitor, além de discutir esse assunto, pode colaborar para o desenvolvimento da postura correta da política no País.

E é chegada a hora!

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