Intestino preso

Como lidar com este mal que afeta mais de 50% das brasileiras


Por Katherine Rivas / Foto: Fotolia

Um estudo feito pela Federação Brasileira de Gastroenterologia em 10 capitais mostra que dois terços das mulheres brasileiras sofrem porque têm intestino preso. As dores, o inchaço, os gases e a ausência de evacuação podem afetar a saúde emocional, a concentração, o convívio social e até a vida sexual.

O fator cultural é a principal causa do problema nas mulheres, que são o maior alvo desse problema, segundo afirma Andrea Vieira, gastroenterologista e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. “A prisão de ventre é mais comum nas mulheres, pois muitas estão acostumadas a usar somente o banheiro de casa e, dessa forma, seguram a evacuação, o que produz constipação.”

O gastroenterologista Rogério Toledo destaca que, no Brasil, as mulheres não vão ao banheiro com muita frequência porque desde crianças são educadas a usarem o banheiro de casa, por uma questão de higiene. Outro fator de grande impacto é o aspecto emocional. Toledo explica que o intestino funciona como um segundo cérebro junto ao sistema neurológico. Dos cinco tipos de serotonina (neurotransmissor do humor) produzidos no cérebro, dois deles, o 5HT4 e 5HT5, são usados pelo intestino para facilitar os movimentos digestivos. Por isso, no caso de falta de serotonina, o intestino para de funcionar. O desânimo, estresse e a ansiedade impactam diretamente no funcionamento do intestino.

“As emoções e preocupações são traduzidas no nosso intestino. E também ocorre o efeito contrário, ou seja, a prisão de ventre produz estresse e altera o sistema nervoso central”, comenta Andrea.
A ação hormonal nos períodos de tensão pré-menstrual (TPM) e de menstruação também contribuem com a constipação, assim como a produção de progesterona no ciclo menstrual.

Consequências
As consequências mais comuns da prisão de ventre são estresse e irritabilidade. A maioria das mulheres também se sente pesada, estufada, com o abdômen inchado e fica pouco confortável. O acúmulo constante de fezes endurecidas pode causar hemorroidas e fissura anal. E, em casos crônicos, até diverticulite.

Por isso, é importante avaliar não só a frequência que se vai ao banheiro mas também a consistência das fezes. O ideal é evacuar três vezes por semana.

Estilo de vida
Para que o intestino funcione de forma adequada é preciso algumas mudanças comportamentais. A primeira é não “segurar a vontade” de ir ao banheiro, o que é muito comum entre as mulheres. Não ir ao banheiro, seja qual for o motivo, pode ser prejudicial ao organismo e alterar a rotina do intestino.

Os especialistas também recomendam mudanças na alimentação, a ingestão de no mínimo 2 litros de água por dia e a prática de atividades físicas com frequência. É necessário evitar o uso de laxantes, especialmente os irritativos, que aumentam a constipação.

Para a nutricionista Letícia Mendes, a alimentação é fundamental para aumentar as bactérias boas no intestino melhorando a imunidade, absorção de vitaminas e aumentando a movimentação das fezes para que sejam eliminadas naturalmente. Confira as dicas dela no boxe ao lado.

Dicas importantes

*Evite os seguintes alimentos: farinha branca, industrializados e doces. Eles dificultam a absorção de nutrientes e aumentam as bactérias ruins no intestino

*Consuma constantemente frutas, legumes, verduras (de preferência crus), alimentos ricos em fibras e em água. Consumir frutas, aveia e água ajuda a manter o intestino saudável

*”Desembale menos e descasque mais”. Tenha uma alimentação balanceada todos os dias. Evite o consumo de alimentos processados e prefira os in natura

*Opte por soluções naturais e não por remédios

*Beba pelo menos dois litros de água por dia

Fonte: doutora Letícia Mendes, nutricionista clínica e funcional da Estima Nutrição

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