Como identificar um relacionamento abusivo

E se você está em um, entenda como recuperar a autoestima e dar um basta


Por Jeane Vidal / Foto: iStock

É comum as pessoas associarem relacionamento abusivo apenas àqueles nos quais as agressões físicas estão presentes, contudo, essa é só uma das faces dele, que na maioria dos casos surge quando já atingiu um estágio mais avançado e completamente explícito.

Porém, alguns estágios desse tipo de relacionamento são bem mais sutis, por isso, mais difíceis de serem detectados. Muitas vezes nem a própria pessoa se dá conta que está vivendo em um.

Geralmente, ele começa com um cuidado excessivo de uma das partes; aquela necessidade de controlar tudo o que o outro faz, horários, onde e com quem esteve, com telefonemas e mensagens excessivas a ponto de atrapalhar a rotina do parceiro.

No início do relacionamento, à primeira vista, parece algo positivo, a pessoa se sente cuidada e protegida, mas com o passar do tempo a tendência é essa mesma pessoa se sentir sufocada dentro da relação.

Por isso, é preciso ficar atento aos sinais:

Xingamentos, críticas excessivas, agressivas e destrutivas; seu (a) parceiro (a) está sempre apontando os seus defeitos, tom de voz alterado (gritos), humilhação, desrespeito, manipulação, controle excessivo e sentimento de culpa – são características típicas dos relacionamentos abusivos que se manifestam com diversas faces: agressões verbais, físicas, abuso sexual, moral, emocional e psicológico.

Em seu canal do YouTube, a psicóloga Pâmela Magalhães destaca que esses movimentos de manipulação e de controle são chamados de agressões veladas, e sempre vão acontecer com pessoas com baixa autoestima.

Segundo a psicóloga o abusador tem a habilidade de fazer a pessoa se sentir culpada e ter a necessidade de pedir perdão. Ela sente que precisa sempre “pisar em ovos” (agir com cautela) porque outra característica do abusador é a intolerância à frustração.

O que fazer?

De acordo com a especialista, é preciso se livrar do sentimento de culpa que aprisiona a pessoa ao relacionamento tóxico. Ela precisa resgatar a autoestima e entender que o outro só faz isso porque ela permite. “A partir do momento que você entender que essa relação abusiva só acontece porque você se posiciona de uma forma permissiva – e que você não precisa dela e sim de si mesmo -, vai encontrar no seu interior a força necessária para sair dela”.

“É preciso colocar um ponto final no abuso”, ressalta Renato Cardoso, apresentador do programa “The Love School – a Escola do Amor”, transmitido aos sábados pela Record TV.

Para Cristiane Cardoso, também apresentadora do programa, quando a pessoa está sempre relevando os abusos do parceiro, está na verdade incentivando-o a continuar agindo dessa maneira.

“Perdão por si só não muda a pessoa. O perdão tem de vir acompanhado de arrependimento.  Quando você dá uma chance para o seu parceiro precisa impor condições. Se ficar só perdoando, a pessoa vai continuar errando porque sabe que, no final, você sempre irá perdoar”, acrescenta Renato.

Ao contrário do que muitos pensam, ser forte não é aguentar a situação. Ser forte é ter coragem para dar um basta e tomar providências. É exigir do parceiro uma mudança: “Ou você muda ou então vai me perder. Você precisa ter forças para chegar a esse ponto”, orienta o apresentador.

E conclui: “Você precisa se retirar desse relacionamento sem medo. Invista em você.  Se essa pessoa quiser, vai ter que correr, implorar e mudar para voltar o relacionamento com você.”

Para curar o seu interior e restaurar a sua vida amorosa, participe da Terapia do Amor que acontece todas as quintas-feiras, no Templo de Salomão ou em uma Universal mais próxima de você. Consulte aqui os endereços.

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