Cuidado: vídeos manipulados já circulam na internet

Com novas tecnologias, grupos mal-intencionados forjam a voz e a imagem de pessoas em vídeos para manipular a sua opinião e influenciar a política. Saiba mais sobre a nova onda de notícias falsas


Por Rê Campbell/ Fotos: Fotolia e Reprodução

Você sabe identificar uma notícia falsa? Então, faça o teste: analise as mensagens de seus grupos no Whats-App. Provavelmente, nos últimos meses você recebeu receitas milagrosas, histórias de pessoas que fizeram algo bom ou ruim, vídeos de atos heroicos, fotos de políticos e textos com vários tipos de críticas. Você acha que tudo isso é verdadeiro? Pois é, não é tão fácil apontar os conteúdos elaborados para causar desinformação. E o pior: vai ficar cada vez mais complicado saber quando se trata de fake news, termo que em português significa notícias falsas.

Vídeos manipulados
Graças à tecnologia, é possível manipular vídeos, substituir o rosto de uma pessoa pelo de outra e até simular sua voz. Um exemplo é um vídeo manipulado do ex-
presidente dos Estados Unidos Barack Obama feito pelo site BuzzFeed para mostrar os riscos desse tipo de ferramenta. O material foi feito com um aplicativo que só precisa de algumas imagens reais da vítima. Ou seja, qualquer um pode ser o próximo alvo, principalmente porque muitas pessoas postam fotos e vídeos em redes sociais. Estamos na era da falsificação profunda (deep fake), o que torna a manipulação de notícias ainda mais perigosa, segundo estudo de Danielle Citron e Robert Chesney publicado na revista Lawfare.

Cuidado!
Mais do que boatos, as chamadas fake news são criadas por grupos em busca de vantagens políticas e econômicas. Isso quer dizer que eles espalham mentiras para manipular a opinião das pessoas e se beneficiar disso. As notícias falsas serão uma das ameaças nas eleições de 2018. Para combater o problema, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) convidou partidos políticos para assinar um acordo de não proliferação de notícias falsas. Até junho, 20 dos 35 partidos tinham assinado o documento, segundo a Agência Brasil.

Rede de mentiras
Em 25 de julho, o Facebook anunciou que excluiu 196 páginas e 87 contas no Brasil que estariam ligadas a uma rede que usava contas falsas e escondia a origem de seu conteúdo para espalhar desinformação. Juntas, as páginas tinham mais de meio milhão de seguidores. O Facebook retirou as páginas porque os perfis eram falsos ou enganadores, o que viola suas políticas de uso.

Proteja-se
Diante de tanta informação falsa, como não ser enganado? Em primeiro lugar, é preciso ficar atento ao estilo dos conteúdos. As notícias falsas têm linguagem mais simples e direta, às vezes têm erros de português e apelam para sentimentos de raiva e medo. As reações a essas notícias tendem a expressar desgosto, temor e surpresa, segundo estudo do professor Deb Roy publicado na revista Science. Em segundo lugar, é preciso verificar de onde saiu a notícia, quem a está divulgando e se ela traz a opinião de especialistas e institutos reconhecidos. Depois, é preciso comparar com outros sites e com a realidade. Ainda vale observar a data de publicação para saber se é notícia nova ou se o conteúdo é um boato requentado. Por fim, evite compartilhar conteúdos se você não tem certeza de onde vieram. Fique atento.

ALERTA
Para alertar sobre os riscos de notícias falsas, o diretor norte-americano Jordan Peele fez um vídeo no qual o ex-presidente Barack Obama aparece fazendo afirmações falsas. Para isso, Peele usou um programa de edição que manipula a imagem da mandíbula do ex-presidente. O material foi copatrocinado pelo site de notícias BuzzFeed

 

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