Até que a personalidade nos separe

Muitos casais terminam seus relacionamentos alegando incompatibilidade de gênios. Entenda por que o pensamento é errado e aprenda como conviver de forma saudável com seu cônjuge


Por Ana Carolina Cury/ Fotos: Fotolia e Marcelo Alves

Hoje em dia casais se divorciam antes de comemorar o primeiro ano de casamento alegando que a incompatibilidade de gênios foi o principal motivo que os influenciou a se separar.

O advogado especialista em direito de família Luiz Fernando Gevaé conta que as pessoas o procuram com frequência para se separar e justificam que a incompatibilidade de gênios foi a razão. “A incompatibilidade de gênios é muito citada nos processos de divórcio. Esse é um motivo banal. Tanto é verdade que seis meses depois do divórcio mais da metade dos casais se arrepende de ter se divorciado. Por isso, é preciso tomar muito cuidado antes de tomar uma atitude impulsiva e se separar só porque um é diferente do outro”, afirma.

O arrependimento, muitas vezes, surge porque em novos relacionamentos os problemas se repetem, uma vez que todas as pessoas são diferentes e têm personalidades distintas.

Os apresentadores, palestrantes e escritores Renato e Cristiane Cardoso explicam, no livro Namoro Blindado, que o primeiro erro em um relacionamento é querer que o outro seja igual a você. Em um dos trechos da obra, eles orientam que “todos os tipos de personalidade têm suas vantagens e seus defeitos. O problema é que muitas vezes queremos que o outro seja parecido conosco e, por isso, tentamos mudar o parceiro. Isso não funciona. Temos de conhecer a nós mesmos e também o outro e cada pessoa deve procurar atender às necessidades da outra sem tentar mudá-la.”

Vencendo as diferenças
Quando se casaram, os comerciantes Sandra Lopes dos Santos Melo, de 48 anos, e Tércio Melo, de 49 anos (foto a esq.), enfrentaram muitas dificuldades de aceitar a personalidade um do outro. “Eu me lembro que queria que tudo fosse do meu jeito e sempre questionava tudo que ele pedia que eu fizesse. Achava o Tércio muito machista e pensava que se fizesse a vontade dele estaria mostrando fraqueza”, conta Sandra.

Tércio não concordava com a reação da esposa. “Eu sou supercalmo e ela bem agitada, então brigávamos muito e chegávamos a ponto de nos agredirmos verbalmente. Ela queria que eu fosse do jeito dela e eu queria que ela fosse do meu. Eu acabava sendo grosseiro quando pedia algo e ela se defendia”, diz.

Por conta das resistências de ambos, Sandra acabava não exercendo seu papel de esposa nem Tércio de marido. E a situação só mudou quando eles decidiram lutar para salvar o casamento.

“Chegamos à Terapia do Amor em 2016, depois que vimos uma chamada na TV. Por meio das palestras, entendemos que estávamos fazendo tudo errado. Quando mudamos nosso pensamento, nosso casamento se transformou. Passei a colocar Deus em primeiro lugar e a fazer o que a faria feliz. Ela passou a fazer o mesmo. Deixamos de agir com egoísmo e vimos a transformação acontecer”, completa Tércio, que se orgulha de dizer que completou neste ano 27 anos de casamento.

Pensar no outro
Muitas pessoas buscam perfeição quando o assunto é vida amorosa, mas Cristiane explica que não existe parceiro ideal. “Todos nós temos falhas. O nosso parceiro ideal é Deus.
Nós somos falhos, temos os nossos defeitos. Se a pessoa ficar procurando uma pessoa perfeita, ela realmente vai procurar e não vai achar.”
O certo é sabermos nos ajustar com as pessoas. “Quando você entra em um relacionamento e quer fazer a outra pessoa feliz, você vai relevar muita coisa e não vai ter dificuldade, por exemplo, de mudar para se adequar àquela pessoa, o que hoje em dia é um problema”, comenta a escritora.

Vida amorosa

Para saber mais como resolver os problemas da vida amorosa, participe das palestras da Terapia do Amor, todas às quintas-feiras, em uma Universal mais próxima de você. A cada palestra, casais, noivos, namorados e solteiros aprendem sobre o amor inteligente e como desenvolver o relacionamento a dois.

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