Prefeito do Rio de Janeiro comenta acusação e especialistas analisam o caso

Em entrevista ao Brasil Notícias, Crivella diz que o mais grave é induzir as pessoas a acreditarem que estão dando privilégios, o que é mentira

Por Por Rafaella Rizzo / Foto: Marcelo Fonseca

Foi marcada para esta quinta-feira, 12 de julho, uma sessão extraordinária na Câmara Municipal do Rio de Janeiro para discutir um pedido impeachment do prefeito Marcelo Crivella. Ele está sendo acusado de prometer privilégios a evangélicos em uma reunião realizada no dia 4 de julho último, no Palácio da Cidade, uma das sedes da prefeitura.

Em entrevista exclusiva ao Brasil Notícias – programa jornalístico da Rede Aleluia, apresentado por Ana Carolina Cury e Fernando Silva – Crivella fez questão de falar da diferença das ações políticas que vem fazendo em comparação com seu antecessor, Eduardo Paes. Ele também afirmou que, desde que assumiu o cargo, derrubou acordos de verbas publicitárias que favoreciam determinados grupos de comunicação do País (Leia mais sobre isso aqui).

“O Rio de Janeiro atravessa uma crise, resultado de um projeto megalomaníaco de corrupção. São mais de 600 milhões de rombo no orçamento, o governador lançou e apoiou o prefeito Eduardo Paes e agora está preso com pena de 100 anos”, lembrou Crivella.

O prefeito aproveitou para esclarecer o que aconteceu no encontro, no qual está sendo acusado de favorecer grupos e estar sofrendo perseguição da mídia. “Disseram que a reunião que fiz no palácio foi secreta. Mas era um encontro com mais de 180 pessoas e de portas abertas, inclusive com a participação de um repórter que depois deturpou cada uma das minhas palavras. Mas o mais grave é induzir as pessoas a acreditarem que nós estávamos dando privilégios a pastores e evangélicos, para terem tratamento diferenciado, o que é mentira”, enfatizou.

Ele também acredita que o fato é fruto de intolerância religiosa e que a justiça será feita. “Eu tenho certeza de que o Ministério Público saberá discernir o que é realidade do que é invenção. Está chegando o período da eleição, o ódio cresce e eles querem interferir no processo, sempre denegrindo os evangélicos, falando mal das nossas campanhas”, finalizou.

A voz dos especialistas

Segundo o Dr. Antônio Carlos Cristiano, advogado, professor e criminalista, o pedido de impeachment é um processo político. “Não tem nenhuma irregularidade nesse caso. Se o prefeito Crivella tiver a maioria na Câmara do Rio de Janeiro, então isso não vai funcionar, vai dar muito mais um efeito político na mídia”, informa.

A educadora política Rosangela Torrezan Giembinsky, presidente do movimento “Voto Consciente”, também analisou o caso e ressaltou a importância de a população ficar atenta no que se divulga em período eleitoral. “Se tem um veículo de comunicação que sempre fala mal, isso tem que ser muito bem analisado pelo cidadão, ele deve se perguntar por que isso acontece. Será que o veículo está defendendo os próprios interesses?”, questiona.

Olhos abertos

O publicitário e professor de comunicação e marketing político, especialista em marketing digital, Marcelo Vitorino, lembra problemas graves que as fake news (notícias falsas) já causaram e ressalta a importância de esperar a apuração de uma informação.

“Ao mesmo tempo em que a mídia tem um papel fundamental na democracia, ela deve ter responsabilidade na hora de divulgar informações, checar várias vezes e parar com denuncismo. Já houve problemas com notícias que não foram bem apuradas e que acabaram destruindo a reputação de pessoas que nunca mais se recuperaram. À medida que a eleição se aproxima, a população vai ter que lidar com mais fake news”, conclui.

(*) Com informações e entrevistas do programa Brasil Notícias, da Rede Aleluia

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