O que pensa Flávio Rocha?

Empresário e cristão, pré-candidato à Presidência da República pelo PRB defende Estado liberal na economia e conservador nos costumes



Por Por Rê Campbell / Fotos: Marcelo Alves

Pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB), o empresário Flávio Rocha, de 60 anos (foto a dir.), é conhecido por ser dono das lojas Riachuelo. Casado há 28 anos, pai de quatro filhos e cristão, Rocha defende um Estado liberal na economia e conservador nos costumes. Ele começou sua carreira política em 1986, quando exerceu o primeiro mandato como deputado federal e foi membro da Assembleia Nacional Constituinte. Em 1995, assumiu o segundo mandato como deputado federal. Após atuar durante 10 anos como CEO do Grupo Guararapes, Rocha vai disputar as eleições em 2018 com propostas como a privatização de empresas estatais e a reforma da Previdência. A Folha Universal realizou uma entrevista exclusiva com o pré-candidato para conhecer suas principais propostas. Confira a seguir:

Folha Universal: Se fosse eleito, o senhor disse que quatro reformas estariam entre suas primeiras ações. Quais são elas?

Flávio Rocha: A reforma de maior impacto na competividade é a tributária. Minha proposta é a simplificação imediata do sistema tributário, no chamado Imposto Único Federal. Isso libera a economia de praticamente 8% do Produto Interno Bruto (PIB) gasto em escrituração tributária. A reforma trabalhista já foi aprovada, mas precisa ser implementada, porque é uma grande conquista do trabalhador. Os primeiros números já mostram que estamos voltando a gerar emprego e que as ações trabalhistas estão caindo, isso vai estimular a geração de empregos. A terceira reforma é a do Estado. Temos Estado demais onde o Estado é desnecessário, inútil, ineficiente, e falta Estado no essencial, que é saúde, educação e segurança pública. Precisamos de um Estado servidor, um Estado que presta serviços. Um plano de privatizações pode trazer cerca de R$ 600 bilhões de recursos que estão aplicados em estatais, muitas totalmente inoperantes, aumentando a competitividade do Brasil. E a reforma da Previdência, que não é só questão de caixa, mas de justiça social. Estou falando de 1 milhão de superaposentadorias que geram 75% do déficit da Previdência. Elas têm que ser revistas sob a ótica de minimizar privilégios.

FU: Quais as propostas para a saúde?

Flávio Rocha: A saúde é talvez o setor do Estado brasileiro onde o impacto de uma boa gestão vai se fazer sentir. Hoje faltam as mais elementares tecnologias na saúde. Comparando com outros países, que têm um sistema universal como o nosso, como França e Inglaterra, os percentuais, tanto sobre o PIB quanto sobre o orçamento do Estado, são muito parecidos e nesses países se oferece saúde da melhor qualidade. O problema não é falta de dinheiro, é falta de gestão. A cadeia de valor da saúde, os consultórios médicos, os laboratórios de exames clínicos, o SUS e os hospitais estão totalmente desconectados. Na Inglaterra, por meio de um aplicativo, você faz consulta on-line com seu médico, mas aqui no Brasil isso é proibido, a corporação dos médicos não permite que se coloque tecnologia, porque, erroneamente, se imagina que a tecnologia e a eficiência que ela traz geram desemprego. Nós temos em nosso programa de governo o que chamamos de “Uber da Saúde”, que integra todos esses elos da cadeia de valor, eliminando a redundância de exames clínicos. Um choque de gestão, com tecnologia adequada, vai colocar a nossa saúde em outro patamar.

FU: Sobre educação, o senhor defende o chamado “voucher estudantil”. Como funcionaria esse modelo?

Flávio Rocha: É usar o que tem de melhor no Estado e na iniciativa privada. Na educação não faltam recursos, o Brasil gasta 6,5% do PIB nessa área, enquanto países como Finlândia e Coreia do Sul gastam em torno de 4% e são referência. Nós praticamente duplicamos o investimento em educação em 10 anos e estamos caindo vertiginosamente em todas as medidas de performance da educação, como o índice Pisa no qual estamos entre os 10% piores. Há uma incongruência entre o que se gasta e a performance que se tem, mais uma vez é problema de gestão. O voucher estudantil possibilita uma pluralidade, uma variedade de métodos. Em vez de tentar gerir a vaga escolar, o Estado pode oferecer o tíquete educação ou um crédito para os melhores alunos a princípio e depois esse percentual pode ir crescendo. Isso também elimina outro problema que é o de castas: temos ricos estudando em escolas particulares e a maioria das pessoas de menor poder aquisitivo é refém da má qualidade do ensino público. Com o voucher estudantil é possível dar acesso a escolas de alto nível a esse contingente de crianças pobres.

FU: E os planos para a segurança pública?

Flávio Rocha: Nessa área realmente faltam recursos. É preciso prestigiar as polícias, que hoje estão desprestigiadas e são atacadas em todas as frentes, 97% das notícias sobre a polícia são muitas vezes negativas. É preciso mudar a Lei de Execuções Penais, que é altamente leniente e benevolente com o crime, isso causa impunidade. Está ficando bom negócio ser bandido no Brasil e mau negócio ser policial. É oito vezes mais perigoso ser policial no Brasil do que era ser um soldado norte-americano na guerra do Vietnã ou na Segunda Guerra Mundial. Temos que endurecer as penas e acabar com a impunidade, porque essa história de que bandido é uma vítima da sociedade levou a 300% de crescimento na criminalidade no Brasil. Presídios viraram escritórios do crime e estão sendo loteados entre as facções criminosas. Temos um plano extremamente corajoso, com medidas que são apoiadas pela grande maioria da população brasileira, com vistas a enfrentar esse quadro de quase guerra civil que estamos vivendo em nossas capitais.

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