Compromisso com Deus e com a sustentabilidade

Conheça os sistemas que reaproveitam água e economizam energia no Templo



Por Por Eduardo Prestes / ARTE: Edi Edson / FOTOS: Demetrio Koch, Edi Edison e Divulgação

Para realizar a construção do Templo de Salomão, no bairro do Brás, em São Paulo, foi feito um estudo profundo inspirado no Templo original construído em Jerusalém, na antiguidade bíblica. Ele era feito essencialmente de pedras e madeiras nobres e seu teto era revestido de ouro. Já o prédio atual foi construído com pedras que foram importadas diretamente de Israel, formando uma estrutura que chega a 56 metros de altura, o equivalente a uma edificação de 18 andares.

Foram necessários quatro anos para finalizar essa construção que acomoda 10 mil pessoas, sem contar outras áreas do Templo. Mas, além de ser um local idealizado pelo Bispo Edir Macedo para receber quem busca a presença de Deus, o Santuário, desde o início de seu projeto, também tem um compromisso com os novos tempos em que vivemos, em especial com a sustentabilidade, e busca usar de forma responsável e otimizada os recursos naturais.

LUZES

Embora os primeiros conceitos do projeto do Templo tenham sido pensados em meados de 2007, a escolha por um sistema de iluminação que atendesse às exigências estéticas da arquitetura e fosse funcional para proporcionar o nível de iluminação necessário para leitura, só foi possível com a evolução da tecnologia LED, em 2012. Foram estudados dezenas de modelos e realizados cálculos e testes até chegar à solução final. Um protótipo de 49 metros quadrados foi erguido por um guindaste a 18 metros para simular da forma mais fiel possível a condição de instalação dos dispositivos de iluminação. Quem conhece o Templo percebe que as luzes produzem uma luminosidade inspiradora e agradável

AR-CONDICIONADO

O Santuário possui um ar-condicionado central cuja função primordial é refrigerar os ambientes do Templo. Ele contribui ainda fornecendo calor para todo o sistema de aquecimento de água do prédio, utilizada durante os batismos e consumida nas residências. Mas há outras utilidades: até os pingos de água gerados pela condensação do ar nesse sistema são reutilizados para evitar o desperdício. Esse material é canalizado para as caixas de reúso com a finalidade de suprir as bacias sanitárias, os mictórios e fazer a irrigação dos jardins do Santuário

FLAPS

O ar-condicionado possui um sistema de automação que permite a utilização exclusiva do ar externo nos dias de temperatura baixa, com o desligamento parcial ou total do seu suprimento de água gelada. Nos dias frios, ele aciona automaticamente uma estrutura bem simples de refrigeração que utiliza uma espécie de persiana. Similar aos flaps de avião, ela permite a entrada desse ar de baixa temperatura vindo da rua e o libera dentro do Santuário, refrigerando o ambiente sem necessidade de gastar energia adicional

GERADORES

O Templo conta com uma usina de geradores a diesel. São literalmente quatro motores de caminhão, cada um com alta potência de 500 kVA (quilovolt-ampère), que são ligados nos horários de pico do uso de energia elétrica. Com a redução do valor do diesel, acertada pelo governo após a greve dos caminhoneiros, continua sendo viável utilizá-lo, pelo menos no curto prazo. Dispostos no primeiro subsolo do Templo, eles são acionados somente nos dias úteis, entre 17h30 e 20h30, para reduzir custos durante esse período em que a energia chega a ser três vezes mais cara do que no restante do dia. Aos finais de semana e feriados, eles não são ligados, mas podem ser acionados no caso de uma eventual falta de luz na região

PLACAS SOLARES

Diversas placas solares estão localizadas no andar mais alto do Templo. Dispostas de modo que possam captar o máximo de luz solar durante o dia, elas complementam a água quente fornecida pelo sistema de ar-condicionado em pontos determinados do prédio

TELHADO

O telhado do Templo de Salomão foi especialmente projetado para que a água da chuva que cai sobre ele seja reaproveitada totalmente e utilizada em diversas áreas do Santuário, conferindo ao empreendimento a capacidade de captar e reutilizar milhares de litros. A água entra pelas captações das calhas, localizadas nas laterais do telhado, e, por uma tubulação, vai até o primeiro subsolo

COLUNAS

Em um trabalho multidisciplinar, arquitetos e engenheiros viabilizaram a implantação de grandes reservatórios nas três colunas localizadas no lado direito da entrada principal do Templo. Elas armazenam 900 mil litros de água que passam por tratamento para evitar oxidação. Esses reservatórios têm duas funções específicas: a primeira é armazenar água gelada durante o período de tarifa energética mais baixa, para usá-la no ar-condicionado do Templo nos horários de pico, quando a energia chega a custar o triplo do valor do horário normal. A segunda é que, em caso de necessidade, essa água possa ser usada como uma reserva técnica para apagar um eventual incêndio

MENORÁ

Mais uma vez, a arquitetura foi utilizada para resolver um problema, agora relacionado ao descarte da fumaça dos geradores a diesel. A solução encontrada foi colocar o escapamento vindo dos motores a diesel no subsolo, de forma que a sua saída na superfície ficasse dentro da escultura em forma de Menorá, que se encontra na lateral direita de quem entra no Templo de Salomão. Quem já visitou o Templo, pode ter passado por ali, tirado uma selfie e nem deve ter notado a estrutura camuflada

RESERVATÓRIOS

O primeiro depósito que recebe a água vinda do telhado é chamado de caixa de retardo. Ali, ela é bombeada e passa por um tratamento com cloro e outros produtos químicos e depois segue para três reservatórios, chamados de caixa de reúso. O maior deles tem capacidade para 240 metros cúbicos (m³) e outros dois com 35 m³ cada um. A água armazenada neles é direcionada para os banheiros públicos localizados no primeiro e segundo subsolos. Como não se trata de água potável, ela é usada em mictórios e em 270 bacias sanitárias, além de ser utilizada nos sistemas de irrigação do Templo

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