Festas juninas: perigo oculto

A Bíblia, repleta da sabedoria de Deus, nos orienta a ter bom senso para enxergar o que nos convém e faz bem à nossa fé



Por Por Macelo Cypriano/ Foto: iStock

De quatro em quatro anos acontece algo que consegue tirar o chão do brasileiro. Ele fica “em órbita”, longe de tudo e todos, quando uma bola rola em algum campo bem longe, mostrada pela televisão. Aquela coisinha redonda atrai os olhos de milhões como um ímã, a ponto de até o trabalho ou a família serem esquecidos, o que mostra a verdadeira prioridade da pessoa. É a alienação que a Copa do Mundo sempre causa.

Mas também há algo que tira muita gente do foco em junho e julho, e é todo ano, não só de quatro em quatro: as festas juninas. Muitos dos que ainda são novos na fé se perguntam se faz mal ir a essas quermesses. Outros nem perguntam e já se empanturram com as comidas e bebidas típicas, dançam quadrilhas, fazem “simpatias”. Afinal, isso é certo para um cristão? A Bíblia e a história advertem: não.

As populares festas juninas – também chamadas julinas ou até agostinas, conforme avançam para os meses seguintes – envolvem diferentes formas de celebração, de acordo com o país. No Brasil são comemoradas sobretudo nos dias dos “santos” católicos Pedro e João Batista, assim como o canonizado frade português Antônio de Lisboa, que viveu na virada dos séculos 12 e 13. Há quem diga que essas festividades não têm ligação com crença religiosa nenhuma, que são somente uma homenagem à cultura caipira. Porém, há, sim, um motivo religioso: essas comemorações se iniciaram com a festa pagã do solstício de verão no Hemisfério Norte, depois adaptada pela igreja romana e “mascarada” com personalidades bíblicas.

Na Antiguidade, o solstício era, simbolicamente, o início “oficial” do verão e da época de plantio. Como posteriormente coincidiu com as datas voltadas aos “santos”, arranjaram essa ligação para que as celebrações continuassem.

Mas “celebrações” do quê? Bem, a palavra “junina” remete à deusa pagã Juno, esposa de Júpiter e rainha dos outros deuses da mitologia romana. Tentaram, depois, justificar que o certo era dizer festa “joanina”, relativa a João Batista, o que não “pegou”. Outros dizem que “junina’ diz respeito ao mês de junho, nome esse, aliás, que foi dado em homenagem àquela mesma deusa – ou seja: no fim, dá no mesmo.

Por muitos cristãos, as festas são vistas como idólatras e ainda pagãs. Prova disso são as chamadas “simpatias”, que remetem à feitiçaria. As fogueiras, por exemplo, eram–e ainda são, em alguns países europeus – comuns nas festas do solstício. As pessoas faziam um percurso em filas carregando tochas, com as quais acendiam a fogueira. Para eles, o fogo afugentava os maus espíritos. Daí também teriam vindo as lanternas coloridas de papel das festas de meio de ano brasileiras, assim como os fogos de artifício e balões – aliás, soltá-los é crime, pelo óbvio perigo de incêndio.

A comida tem presença decisiva nas festas juninas. Nas antigas celebrações pagãs, ela era distribuída propositalmente em grande quantidade, para inspirar a fartura desejada nas lavouras – e parte dela era aos falsos deuses, como hoje fazem muitas crenças não-cristãs. Em tempo: não há nada de errado em comer delícias da gastronomia brasileira como a canjica, o milho cozido, o bolo de fubá, a pamonha e vários outras, desde que não estejam ligadas às festas juninas, nas quais são abundantes.

Perigo espiritual

As festinhas “disfarçadas” levam a tudo que a Bíblia condena: feitiçaria, devoção a falsos deuses – espíritos malignos – e rituais pagãos repaginados.

Paulo, o apóstolo, inspirado pelo Espírito Santo, foi bem claro: “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.” – 1 Coríntios 10.20,21

A Bíblia, repleta da sabedoria de Deus, nos orienta a ter bom senso para enxergar o que nos convém e faz bem à nossa fé.

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