Você sabe para que serve a Sala de Apoio do Templo de Salomão?

O local é preparado para receber pessoas com deficiências intelectuais, autistas, entre outras. Saiba mais



Por Por Rafaela Dias / Fotos: Marcelo Alves e Demetrio Koch / Arte: Edi Edson

“Já deixei de ir a diversos lugares, pois tenho medo que meu filho chame muita atenção. Já ouvi pessoas dizendo que ‘estou pagando pecados’ por ter uma criança com paralisia cerebral”. Esse foi um dos relatos marcantes que Maria Helena Matos, de 38 anos, (foto abaixo) contou em entrevista ao portal Universal.org.

Maria é mãe de Felipe Matos dos Santos, de apenas 10 anos. Ele nasceu com paralisia cerebral. Ao ganhar Felipe, Maria, que morava no interior do Maranhão, se viu na necessidade de mudar-se para São Paulo, a fim de dar andamento ao tratamento de seu filho. Desde então, ela se dedica integralmente nos cuidados com a criança.

Esse tipo de paralisia é decorrente de uma desordem cerebral que, na maioria dos casos, a origem é desconhecida. A paralisia provoca danos no Sistema Nervoso Central e, muitas vezes, não pode ser detectada durante os primeiros meses. De acordo com a Associação Brasileira de Paralisia Cerebral, ela afeta em torno de duas ou três pessoas a cada mil nascidos vivos.

A mudança no estilo de vida

Ao chegar em São Paulo, Maria se recorda que passou a morar próximo ao Templo de Salomão, à época, ainda em fase inicial das obras. Quando, finalmente, o Templo abriu as portas, ela não se sentia à vontade para visitá-lo, temendo que seu filho chamasse muita atenção, ou, na pior das hipóteses, não fosse bem-vindo.

“Eu tinha medo de levá-lo, porque ele grita e joga coisas nas pessoas, por isso, não frequentava. Mas, um dia, decidi ir ao Templo e descobri que lá tinha uma sala preparada para receber meu filho”, comemora.

O local que Maria se refere é a Sala de Apoio. Ela foi projetada especialmente para receber pessoas que, como o Felipe, precisam de atenção redobrada. Nela, também são recebidas pessoas com síndrome de Down, autismo, Alzheimer e quaisquer outras que necessitem de atenção e cuidado especial.

A inclusão social faz parte do método de trabalho dos voluntários da sala, por isso, crianças menores de 10 anos permanecem na Escola Bíblica Infantojuvenil (EBI) com as demais e apenas seguem à Sala de Apoio quando completam uma década de vida. E engana-se quem ache que essa sala recebe apenas crianças; ela também é preparada para receber pessoas de qualquer idade.

A empresária Evanice Vasconcelos, de 41 anos, é uma das voluntárias da sala. Ela conta que o que lhe motivou a fazer parte do time de mais de 40 voluntários foi o preconceito que percebeu estar presente na vida de quem possui algum tipo de alteração genética ou deficiência. “Desde o início, me cadastrei como voluntária. Tenho uma escola de educação infantil e vejo o preconceito que eles sofrem”, destacou ela, que também acredita que seu trabalho é como uma oferta ao Senhor Jesus.

“Quanto mais a gente dá por essas pessoas, mais o Senhor Jesus nos abençoa. Se eu puder dar um pouco de conforto às famílias, para mim, já é muito gratificante”.

A Sala de Apoio permanece aberta durante todas as reuniões do Templo de Salomão e permite que os pais ou responsáveis tenham a tranquilidade de saber que seu familiar está sob o cuidado de pessoas preparadas e, assim, eles possam ter uma experiência com o Altíssimo durante a reunião. Mas quem permanece nessa sala também recebe orações e assiste ao culto, por meio da plataforma Univer.

O Bispo Rodrigues é quem acompanha de perto o trabalho desses voluntários da Sala de Apoio. Ele afirma que eles estão preparados para atender a essas pessoas, mas, sobretudo, Deus está pronto para abençoá-las.

“É muito importante que cuidemos de uma alma, independentemente de qualquer situação. Todos são importantes para Deus. E digo mais, quanto mais necessitada, melhor”, destacou o Bispo.

Melhoras no filho

Maria Helena, a mãe com quem falamos no início desta reportagem, garante ter visto melhoras em seu filho. “Ele já sabe o que é orar; ele vê as tias fazendo e repete em casa. Ele mudou muito. Se eu ligo a programação da Igreja na televisão, ele percebe. Além de, também, ficar muito feliz em ir à Sala de Apoio”, relata a mãe que também garante ter visto mudanças em sua vida.

“Eu me batizei. Havia coisas em mim que eu tentava mudar, mas não conseguia. Não conseguia lutar pelo que eu queria, pois tudo eu colocava o Felipe como empecilho, mas Deus tem me ajudado. Hoje, eu deixo meu filho e fico despreocupada e concentrada na busca e em tudo o que o Bispo fala durante a reunião. Para mim, é uma maravilha”, concluiu.

Acompanhe no infográfico abaixo como chegar à Sala de Apoio do Templo de Salomão:

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