“Pensei em acabar com tudo para dar fim ao sofrimento”

Ingrid da Silva viveu dias de tormento quando seu bebê, com apenas 7 dias de vida, começou a ter ataques epilépticos

Por Por Michele Francisco/ Foto: Demetrio Koch

A primeira gravidez de uma mulher é cheia de expectativas. Foi assim com a autônoma Ingrid da Silva, de 27 anos, que teve uma gestação bem tranquila. Tudo ocorreu de forma saudável e feliz, mas a paz chegou ao fim uma semana após o nascimento do filho Guilherme da Silva.

“De repente, ele começou a ter convulsão. Achei estranho, pois ele não estava doente, nem tinha nenhum sintoma. Eu me desesperei e corri com ele para o hospital. Ele ficou internado, fez vários exames, mas não deu nada.”

Dias depois, Guilherme teve alta, mas logo teve outras crises. No início, elas ocorriam mensalmente e não demorou para que se tornassem semanais. “Eu não sabia mais o que fazer, só chorava. Tinha medo dele morrer. Os médicos só me diziam coisas negativas. Falavam que eu teria de viver atenta, porque ele poderia ter uma crise na rua ou na escola e bater a cabeça, gerando novos problemas”, conta.

Guilherme foi diagnosticado com epilepsia*, uma doença sem cura, que é controlada por meio de tratamento com medicamentos.

O medo de perder o filho começou a afetar Ingrid. O desespero era tão grande, que ela amarrava a extremidade de um pano no braço dela e a outra no braço do filho, para senti-lo à noite, caso convulsionasse. “Muitas vezes dormi de calça e tênis, com a bolsa preparada para correr para o hospital a qualquer momento. Sofri muito, já não aguentava mais”, lembra.

O hospital era quase uma extensão da casa de Ingrid, pois Guilherme sempre ficava internado após as crises. Depois, recebia alta e voltava para casa. Então, as crises aconteciam novamente e o ciclo se repetia.

Ela achou que o filho não sobreviveria. Com a intensidade dos ataques epilépticos, o bebê teve algumas paradas respiratórias. Ela relembra que, em um único dia, o pequeno Guilherme teve quatro paradas.

O desespero e o sentimento de impotência dominaram Ingrid. “Eu pensava diariamente em me matar, matar meu filho. Pensei em acabar com tudo para dar fim ao sofrimento, porque não aguentava mais aquela situação. Era uma sensação horrível olhar para meu filho e vê-lo se debater, com os olhos parados, a boca roxa, e não pode fazer nada”, relata.

Ela queria a cura, mas os médicos falaram que isso não seria possível e que ele precisaria tomar remédios controlados por toda a vida.

Guilherme já estava prestes a completar dois anos e a situação permanecia. Até que Ingrid recebeu um convite para participar das reuniões de cura da Universal.

Ela aceitou o convite, começou a compreender o que era a fé e passou a praticar tudo o que era ensinado nas reuniões. Ingrid passou a orar e a fazer votos por seu filho. No início, a situação parecia não ter solução. “Ele tinha crise epiléptica nas reuniões e todas as pessoas ficavam olhando. Eu me sentia muito envergonhada. Mesmo sem ver resultados, eu me obriguei a crer no impossível”, conta.

Tudo começou a mudar quando ela compreendeu que precisava abrir mão do medo e das dúvidas. Ela necessitava confiar em Deus. “Eu fiz a oração mais sincera da minha vida: pedi a Deus para curar ou matar o meu filho, porque não dava para continuar daquele jeito”, lembra.

O tempo foi passando e os sintomas da doença começaram a desaparecer. Aos poucos, Ingrid fortalecia cada vez mais sua fé. Ela não perdia uma reunião e sempre usava a água do milagre em seu filho.

O pequeno Guilherme parou de ter as crises e não precisou mais dos medicamentos para controlar os ataques epilépticos.

Os médicos se surpreenderam com o que estava acontecendo. O garoto continuou fazendo o acompanhamento, contudo, o milagre aconteceu e ele ficou curado. Hoje, aos 9 anos, ele é uma criança saudável e sua mãe tem uma fé inabalável.

* Epilepsia

De acordo com informações disponíveis no portal do Hospital Albert Einstein, a doença acomete uma em cada 100 pessoas. Ela é caracterizada pela ocorrência de uma descarga anormal de neurônios, que se repete em intervalos variáveis.

Existem vários tipos de crises epilépticas, cada uma com características diferentes. Um dos tipos mais comuns é a crise tônico-clônica generalizada, chamada habitualmente de “convulsão”. Esse tipo de crise é facilmente reconhecível, pois o paciente apresenta abalos musculares generalizados, sialorreia (salivação excessiva) e, muitas vezes, morde a língua e perde urina e fezes.

Outras crises, entretanto, podem não ser reconhecidas por pacientes, seus familiares e até mesmo por médicos, pois apresentam manifestações sutis, como alteração discreta de comportamento, olhar parado e movimentos automáticos.

Reunião da Saúde restaurada

Direcionada a quem sofre com uma doença, dores ou problemas de saúde persistentes. Todas as terças-feiras, no Templo de Salomão ou em uma Universal mais próxima de você. Para saber os horários, acesse universal.org/enderecos

* A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente

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