Jovem, qual será o seu futuro?

Entenda por que a busca por sonhos e objetivos deve ser por meio de ações práticas para se ter uma vida realizada em todos os sentidos

Por Por Janaina Medeiros/ Fotos: Mídia FJU, Reprodução e Arquivo Pessoal e Fotolia

o mês de abril, dois alunos do Ensino Médio do Colégio Bandeirantes, na capital paulista, se suicidaram dentro de suas casas. Eles não eram amigos, nem se conheciam. Mas reuniam características parecidas, como pertencerem a famílias de alto poder aquisitivo e serem bons alunos.

No mesmo mês, o DJ sueco Avicii, de 28 anos (foto acima), foi encontrado morto em Mascate, Omã, no Oriente Médio, enquanto passava férias no local. Depois de alguns dias de especulações sobre a causa da morte, a família do cantor se pronunciou, afirmando que ele teria se suicidado porque sentia que sua vida havia perdido o sentido.

Na declaração, os familiares escreveram: “Ele realmente lutou com pensamentos sobre o sentido das coisas, a vida e a felicidade. Ele não poderia continuar por mais tempo. Ele queria encontrar a paz”. De acordo com a agência de notícias France-Presse, Avicii teria se cortado com pedaços de vidro após ter quebrado uma garrafa de vinho.

Tanto as notícias dos suicídios dos estudantes quanto a do DJ causaram espanto à sociedade. Nos três casos, aparentemente, não lhes faltava nada, para que chegassem ao ponto de pensar em “dar fim” a suas vidas. No entanto, poderiam estar passando por conflitos devido a sentimentos ou situações com as quais, possivelmente, não estavam conseguindo lidar. Dessa forma, o pedido de socorro resultou em suicídio.

Não se sabe quais foram as razões que os levaram a essa atitude. Contudo, os fatos reacenderam um alerta sobre os problemas interiores vividos pelos jovens, especialmente no Brasil.

No País, o suicídio é a quarta causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos. São 5,6 óbitos a cada 100 mil pessoas nessa faixa etária – 20% acima da média nacional. Os dados são da pesquisa “Violência Letal contra as Crianças e Adolescentes do Brasil e do Mapa da Violência: os Jovens do Brasil”, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).

Fora os óbitos, há também as tentativas de suicídio e pensamentos suicidas. De acordo com o Centro de Valorização à Vida (CVV), que oferece apoio pelo telefone 141 e pelo site cvv.org.br, mais de 70% dos atendidos pela instituição têm menos de 30 anos.

Para o psicanalista Heitor Mendonça, os jovens são mais suscetíveis a tirar a própria vida devido aos desafios dessa fase. “Nessa etapa, eles sentem a necessidade de crescer e evoluir ao mesmo tempo em que sentem medo, angústias, receios”, define.

A atitude é concretizada como forma de tentar dar um fim à dor na alma. “Geralmente, os jovens enfrentam situações de conflito interpessoal e têm menor estabilidade emocional. Aí, o suicídio vira um ato de comunicação: falar em morte o que não se consegue falar em vida”, explica o profissional.

Por não saberem lidar com seus conflitos, muitos jovens ficam estagnados. “Ele fica sem saber como agir, sua vida paralisa. Ocorre uma confusão de sentimentos e aí a vida vai perdendo sentido. Ele fica apenas vendo o tempo passar e, com isso, não consegue resolver os problemas que vão surgindo”, detalha o especialista.

Da morte à vida


Uma vida sem sentidos era o que tinha a nutricionista Juliana Mendroti Mulari, de 28 anos (foto acima). Após ter sido diagnosticada com câncer de colo de útero e com um tumor na mama, sua vida tomou um rumo diferente do que havia planejado.

A jovem tinha o sonho de concluir a faculdade e estava prestes a se casar. Mas, por causa da doença, acabou perdendo o emprego e também o noivo.

Como se não bastasse todo o sofrimento, Juliana teve uma parada cardiorrespiratória na cirurgia de reconstrução da mama. “Entrei em coma, fui levada para a UTI em estado grave e a cirurgia nunca foi terminada. Fiquei entre a vida e a morte.”

Depois de sair do hospital, surgiram as consequências. “Além das sequelas neurológicas, passei a apresentar problemas cognitivos, depressão, síndrome do pânico, transtorno do estresse pós-traumático, anorexia nervosa, labirintite e crises constantes de enxaqueca.”

Logo, vieram as tentativas de suicídio por meio da ingestão excessiva de medicamentos. “Sentia culpa, fracasso, abandono, solidão. Passei a ouvir uma voz que dizia que minha vida não tinha sentido, que minha morte seria a solução dos meus problemas”, lembra.

Na Universal, ela encontrou o que faltava para sua vida voltar a ter sentido. “Busquei a Deus e recebi o Espírito Santo. Ele preencheu todo aquele vazio que existia em mim, me deu paz, alegria e vontade de viver.”

Juliana usou toda a direção que recebia de Deus para refazer sua vida e construir seu futuro. Ela terminou a faculdade, fez novos cursos no Brasil e na América Latina, conseguiu emprego em uma indústria de alimentos e tem prosperado. “Conquistei uma casa bonita e carros novos, pude viajar e conhecer 25 países e logo embarco para a Europa, para estudar em uma das melhores escolas da Itália. Eu obedeci a Deus, corri atrás e Ele deu o verdadeiro sentido à minha vida”, testemunha.

Estagnação

Atitudes diante de objetivos e a busca constante pela concretização de sonhos são capazes de dar sentido à vida, mesmo que ela esteja repleta de desafios para serem superados.

Ocorre que, atualmente, muitos jovens estão acomodados com relação ao futuro. “Isso acontece porque não há quem os incentive. Eles se deixam levar pelas situações ou pelos outros. É como se fosse uma sensação de morte, ainda que continuem vivos”, define a psicóloga Adriana Vilano Dinamarco, professora da Universidade de São Paulo (USP).

Para enfrentar o comodismo e lutar concretamente por objetivos, é preciso sair da zona de conforto e lidar com frustrações e situações estressantes. “É ouvir ‘não’ em entrevistas, lidar com derrotas, superar os limites, criar resiliência e compartilhar suas dores”, detalha Adriana.

Para conseguir enfrentar os conflitos e ter boas perspectivas na busca da construção do seu futuro, é preciso se conhecer e preencher o vazio em seu interior. “Falta o jovem entender o seu valor. Não adianta falar de planos, se ele não conseguir se ver neles. Antes de haver as metas, é necessário que ele perceba sua importância”, afirma a psicóloga.

Icaro Alcântara de Morais, de 26 anos (foto abaixo), tinha vários planos para sua vida profissional, mas não conseguia colocá-los em prática. Depois de fracassar em uma sociedade malfeita, ele ficou acomodado. Tinha o sonho de ter sua própria empresa de refrigeração, mas não tomava atitudes para concretizá-lo. Com isso, sua vida parecia não ter mais propósitos.

Ele buscava a Deus constantemente e colocava-O diante de todas as situações, mas não praticava as direções que recebia dEle. “Falava que Deus iria honrar, porque eu era dizimista, ofertante. Dizia que Deus iria abrir uma porta, mas não havia entendido que a porta já estava destrancada e era eu quem tinha de tomar a atitude de virar a maçaneta”, compara.

Icaro ficou desanimado por muito tempo. “Eu dizia que sairia para entregar cartões de visitas e ir atrás de contrato, mas ficava só nas promessas. Ficava esperando o telefone tocar e não tomava iniciativas”, reconhece.

Como obreiro da Universal, ele se dedicava a ajudar outros jovens com problemas piores que os dele. Contudo, sua vida não estava sendo exemplo para eles. “Sentia uma revolta extrema e pensava: ‘por que muitas pessoas nem faziam muito para Deus como eu fazia e a vida delas andava mais que a minha?’.”

A falta de sentido na área profissional passou a afetar outras áreas, como o casamento. “Chegou a haver situações de não ter dinheiro para comprar o pão para o nosso café. Até que um dia minha esposa me ajudou a despertar, dizendo que eu precisava tomar a atitude de correr atrás dos clientes.”

Quando a área financeira apertou e sua esposa, Ana Helena, o pressionou, Icaro começou a correr atrás do seu sonho profissional. Dessa forma, ele passou a ser abençoado. “A minha visão mudou porque agora não fico apenas dependendo de Deus, esperando que alguém bata na minha porta. Eu busco inovação, não fico parado. Aprendi que Deus abençoa criando oportunidades, mas nós é que temos que ir atrás”, enfatiza.

Visão de crescimento

Durante a juventude, ocorre a transição do indivíduo para a vida adulta. O jovem passa por transformações na relação consigo mesmo e com as pessoas que estão à sua volta, o que interfere em seu desenvolvimento. “A busca por um sentido na vida faz parte deste desenvolvimento do jovem. Então, se ele vai perdendo essa busca, pode estar ‘morrendo’ aos poucos”, explica a psicóloga Luciana Lapa, mestranda em educação escolar pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Luan Batista de Oliveira, de 20 anos (foto abaixo), entendeu que precisava lutar desde cedo para conseguir construir um futuro promissor. Mesmo ainda bem novo, ele aprendeu a lidar com os conflitos da fase para realizar o sonho de ter seu próprio negócio. “Eu trabalhava muito e ganhava pouco quando era empregado. Então, pensei: ‘sou jovem e posso revolucionar. Se posso fazer dinheiro para os outros, por que não faço para mim mesmo?’. Então, como vivo no litoral, nasceu em mim a ideia de trabalhar com açaí.”

Ele conta que o início da trajetória profissional não foi fácil. Mas, seguindo a direção de Deus, foi em busca de ações concretas. “Eu era sozinho e tinha que transportar tudo, correr com o açaí para ele não descongelar, etc. Agora, passaram-se três anos e tenho uma barraca linda que já é ponto de encontro da cidade, uma camionete para o transporte dos açaís e uma equipe de seis pessoas.”

Mesmo sendo bem jovem, ele sabe como se organizar para se dedicar também às outras áreas de sua vida. “Penso que devo ter equilíbrio em tudo. Tenho meu tempo para a empresa, para meu relacionamento e para fazer a Obra de Deus.”

Luan tem visão de crescer ainda mais. Porém, sabe que as atitudes precisam ser diferenciadas. “Acho fundamental fazer cursos de empreendedorismo e administração, porque preciso de táticas para vencer os concorrentes”, alega.

Agora, ele segue em busca de um novo objetivo. “Vou abrir minha sorveteria e montar minha distribuidora de açaí. Já estou trabalhando nesse novo investimento”, promete.

Vida plena


A corrida pela construção de um futuro promissor deve abranger todas as áreas da vida. É claro que, às vezes, é necessário haver, primeiramente, dedicação a apenas uma área, para depois se voltar às outras. Mas, com organização, é possível buscar por todos os objetivos.

Guilherme Felipe Betti, de 25 anos (foto acima), não pensava dessa forma. Ele se dedicava apenas à área profissional e acreditava que era muito novo para almejar uma vida a dois. “Não achava que era necessário lutar por essa área e que eu mesmo saberia escolher a pessoa certa. Pensava que ela chegaria como em um passe de mágica, mas, na verdade, quem não planta não colhe.”

Por causa desse pensamento, ele era infeliz nos relacionamentos. “Tive alguns namoros, mas não fui feliz em nenhum deles. Não conseguia encontrar alguém que me completasse”, afirma.

Depois de ter tido um relacionamento frustrado, ele se viu na solidão. Então, decidiu cuidar da sua vida amorosa. “Comecei a frequentar a Terapia do Amor, na Universal. Tudo que era ensinado, eu praticava à risca.”

Dentro de pouco tempo, ele conheceu Stephany, que hoje é sua esposa. Depois de se tornarem grandes amigos, surgiu o sentimento entre eles. “Então, eu me dei conta que a mulher que eu pedi a Deus estava ali na minha frente.”

Após um ano de namoro, eles se casaram. “Sou um homem bem casado e tenho uma esposa maravilhosa, mas tudo graças à prática dos ensinamentos.”

Jovem vencedor

Traçar planos para um futuro e colocá-los em prática não é simples. Contudo, quando se entende o real sentido da vida, passa-se a dar mais importância a ela.

Em uma recente Vigília direcionada aos coordenadores do Força Jovem Universal (FJU), o Bispo Marcello Brayner, responsável pelo grupo no Brasil, ressaltou que Deus fez o corpo do ser humano através de um molde de barro. Depois, soprou em suas narinas fazendo com que ele se tornasse alma vivente e pensante. Com isso, ele passou a ser representante de Deus aqui na Terra. “Você não é só um corpo. Deus ajuntou o barro e fez um boneco imóvel, mas, depois, soprou o fôlego da vida e deu domínio para o homem sobre tudo. Isso significa que antes de nascer, nós já estávamos no pulmão de Deus. Então, nós não somos qualquer um. Se alguém disser que você é um caso perdido, lembre-se que você é o fôlego de Deus”, ressaltou.

Ele destacou que é preciso vencer as crises existenciais e os conflitos comuns dessa fase para alcançar o sucesso em todas as áreas. “Dentro da pessoa, há uma tempestade de indagações: ‘O que faço aqui?’, ‘Quem sou eu?’, ‘De onde eu vim?’. Mas, muitos jovens podem tirar proveito ao questionar isso e transformar essas dúvidas em certezas.”

O bispo acrescentou que o jovem deve sempre estar atento sobre os pensamentos que vêm em sua mente, para extrair deles apenas o que é positivo para sua vida e que irá influenciar seu futuro. “Você sempre estará entre duas vozes; e o cérebro sempre se inclina para ouvir a negativa. Cabe a você ser inteligente, porque o diabo está avançado. Ele não usa apenas a televisão, mas a rede social, a internet para te enganar. Ele trabalha porque sabe que tudo que a pessoa quer é voltar pra sua origem, como era antes”. O Bispo ainda acrescentou que é preciso que cada jovem reconheça Deus dentro de si para ter atitudes direcionadas por Ele diante das situações de conflito. “Se você tem o fôlego dEle, a obra não pode ser pequena, tem que ser grande. Se você tem o Espírito Santo, você é obrigado a arrebentar, partir pra cima. Não olhe para sua condição física, mas olhe para dentro de você. Onde você chegar, a situação tem que mudar”.

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