Edir Macedo ‘leva consolo aos presos’, diz Marcos Valério

Em entrevista à Folha de S. Paulo, pivô do mensalão afirma ter passado a admirar ainda mais o Bispo e respeitar "muito a Igreja Universal"



Por Por Karla Dunder, do R7 / Foto: Marlene Bergamo- Folhapress

O ex-publicitário Marcos Valério, responsável por comandar a operação financeira do esquema de propinas do mensalão e condenado a 37 anos e cinco meses de prisão, afirmou, em entrevista à Folha de S. Paulo desta segunda-feira (23), que admira o Bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal.

Valério elogiou não só Macedo, mas também o trabalho que a Igreja promove dentro do sistema carcerário brasileiro.

“Dentro do sistema prisional, cresceu em mim o respeito por uma pessoa chamada Edir Macedo [líder da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da Rede Record]. Ele leva dentro da religião dele um consolo aos presos. Eu respeito muito a Igreja Universal, que pode ter os erros dela, mas a Católica também teve a Inquisição.”

Uma das ações da Igreja Universal que chega às cadeias é o Cinema Solidário, que teve início em março deste ano, e tem uma proposta ousada: levar produções culturais a todas as cidades do País onde não há qualquer acesso às grandes telas. As exibições vão desde territórios indígenas até presídios em centros urbanos. A estrutura montada permite que a produção seja exibida com a mesma qualidade do cinema tradicional.

Mas as ações da Igreja Universal nos presídios, buscando a reinserção social do egresso do sistema prisional, vão muito além do Cinema Solidário.

O programa Universal nos Presídios, criado há mais de 30 anos, beneficiou mais de 498 mil detentos e jovens internos no ano de 2016. Outros 340 mil familiares de detentos ganharam apoio do programa, com cafés da manhã oferecidos gratuitamente nas portas dos presídios nos dias de visitação, bem como assistência jurídica e social.

Roberto Jefferson

Valério não é o único que já reconheceu a importância do trabalho da Universal dentro dos presídios. Em 2016, o ex-deputado federal Roberto Jefferson, autor da denúncia que desmantelou o esquema do mensalão, elogiou o trabalho de evangelização e o apoio dado aos detentos em fase de reabilitação pelos voluntários da Igreja em uma entrevista à rádio Jovem Pan.

“Há um grande preconceito contra a Igreja Universal, mas dentro dos presídios é a mais presente.”

Punho quebrado na cadeia

Valério relatou, em entrevista à Folha de S.Paulo, uma suposta agressão que sofreu quando esteve preso no presídio de segurança máxima Nelson Hungria por 3 anos e 7 meses.

— Quebrei meu punho lá dentro [da Nelson Hungria]. Tem inquérito. Um agente colocou uma algema bem apertada e quebrou o osso [aponta para o punho esquerdo, que tem uma mancha escura no lugar onde o osso calcificou deformado]. Um recado muito bem dado para eu não criar tanto problema. E aí tive que tomar cuidados redobrados.

Sistema prisional

Valério também traçou um paralelo entre as prisões comuns e a Apac (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados), de Sete Lagoas (MG), onde controla a entrada e saída de pessoas. A Apac é um presídio sem carcereiros nem armas.

“As pessoas lá fora pensam que isso aqui é privilégio. Não. É a lei. É o cara trabalhando, produzindo, pensando, respeitado. Cuidando da própria comida, da própria roupa, do próprio dormitório e em contato com a família de forma respeitosa. Você não vê droga na Apac. Não vê celular. No presídio, você vê droga e celular. Qual é o milagre que esse povo faz aqui com menos dinheiro do que aquele monte que vai para a Nelson Hungria? Deve ser alguma coisa que faz com que o dinheiro não saia pelos dutos.”

Arrependimento pelo Mensalão

Condenado por participar e ajudar a organizar o esquema do Mensalão, Valério disse que a imprensa criou o termo para “vender jornal”.

“É um cunho que a imprensa criou para vender jornal, mas nunca foi Mensalão. É outra história. Não posso entrar muito nesse assunto, pois estou negociando delações. O maior [arrependimento] é o de conhecer, como eu conheço, a máquina e ter participado. Era preferível fechar todas as agências de propaganda e ir criar galinha.”

Valério disse ter “nojo” do poder: “Não é só o dinheiro. É o poder. É agradável, mas, depois que passa por ele, você tem nojo. Hoje, tenho nojo de tudo aquilo. A política é bonita. O ruim dela são certos políticos e certas traições.”

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