Ela vivia perdida e desesperada

Você chora sem motivos? Essa era a rotina na vida de Isadora Campos Sonna, que encontrou respostas para uma busca que parecia não ter fim

Por Por Flavia Francellino/ Foto: Demétrio Koch

“Meu pior momento foi quando, aos 20 anos, me deparei com a síndrome de pânico e a depressão”, revela Isadora Campos Sonna, de 24 anos. Ela relembra que, na ocasião, era uma pessoa muito ansiosa. “Sempre quis agradar aos outros, tinha necessidade de ser a melhor em tudo e não conseguia, porque sempre havia pessoas melhores e mais bem-sucedidas. Então, supria aquilo com festas e com baladas. Até que me vi sem saída e entrei em desespero. Foi quando surgiram as crises e os surtos”, conta.

Ela lembra de um episódio marcante. “Me lembro que estava no meu quarto, sozinha, em uma quitinete, e senti a presença de alguma coisa, de alguém naquele lugar. Meu coração pulava. Às três da manhã, liguei para uma amiga e pedi para dormir na casa dela. Achei que me sentiria melhor, mas não adiantou nada. Aquele desespero me acompanhava. Percebi que algo estava acontecendo comigo naquele momento.”

Procura

Isadora se tornou dançarina de axé aos 15 anos. “Dançava em muitos lugares e viajava com bandas. O que me motivava eram os shows lotados, as pessoas aplaudindo, os elogios, aquilo me preenchia de alguma forma. Nas festas, acabava me envolvendo com pessoas e bebidas que me proporcionavam prazeres momentâneos. E, da porta para dentro do meu quarto, eu era vazia. Nada fazia sentido. Passava pela minha cabeça que eu deveria sumir, desaparecer. Por tantas vezes chorei, mas nem sabia por que estava chorando.”

A ficha caiu

Mesmo cheia de planos, Isadora percebia que algo lhe faltava. “Eu lutava muito, era uma pessoa sonhadora, determinada, mas nada mudava, não só por fora, mas por dentro. Eu era uma pessoa estranha, sabia o que estava dentro de mim. Guardava mágoa, era vingativa e tudo o que fazia era baseado em mentiras. E assim cheguei à Universal, convidada por um amigo. Quando pisei no Templo de Salomão, há três anos, vi a grandeza daquela construção. Eu me perguntei que Deus era aquele.”

Isadora conta que aquele dia foi um divisor de águas em sua vida. “Há um antes e um depois. A Isadora de antes era vazia, levada pelo destino, por situações e emoções. Agora, estou totalmente mudada, cheia do Espírito Santo. Não sou mais dominada pela ansiedade. Posso falar que minha vida tem sentido. Deus sempre criou situações para que, de alguma maneira, eu chegasse até Ele. Muitas vezes virei as costas e não O ouvi. Mas Ele nunca desistiu de mim. E, até hoje, Ele não desiste. Incrível como tudo muda quando encontramos a Deus”, finaliza.

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