Contra tudo. Por todos

Com estreia no dia 29 de março, o longa-metragem Nada a Perder contará a história ainda pouco conhecida do Bispo Edir Macedo

Por Por Maiara Máximo/ Fotos: Stella Carvalho

Muitos já ouviram seu nome por causa das notícias que a mídia veiculou sobre ele. A maioria delas negativa e difamatória. Poucos se importaram em conhecer sua verdadeira história. Criticar parece mais fácil do que apurar os fatos reais. Mas, a partir de março, a verdade será revelada. O filme Nada a Perder, que estreia no dia 29 de março em todos os cinemas do Brasil, trará a trajetória de vida ainda pouco conhecida do Bispo Edir Macedo.

O longa-metragem ainda não chegou às telas, mas já bateu recorde de venda de ingressos, foram mais de 3,4 milhões de entradas desde o dia 15 de março, quando começou a pré-venda. A informação foi confirmada pela Paris Filmes, produtora do filme.

Nada a Perder é dirigido por Alexandre Avancini e baseado na adaptação da trilogia de mesmo nome, escrita pelo jornalista Douglas Tavolaro. Produzida pela Paris Entretenimento e distribuída pela Downtown Filmes, a trama retrata a vida de um homem que enfrentou o poder público e rompeu os paradigmas religiosos do Brasil.

Baseado em fatos reais, o filme revela os episódios mais marcantes da vida do Bispo Edir Macedo. Sua infância, a juventude e a busca pela fé, o romance e o casamento com Ester, o nascimento das filhas, a fundação de sua igreja, a audaciosa compra de uma emissora de televisão, a perseguição que sofreu do poder público e sua prisão são parte de uma trajetória cercada de momentos conflitantes e que tem como fios condutores a perseverança e a superação.

A mídia e a prisão

O marco das inúmeras perseguições que o Bispo Edir Macedo passou aconteceu em 1992, quando foi preso após a saída de um culto em São Paulo. As acusações eram de curandeirismo, charlatanismo e estelionato. Ele passou 11 dias em uma cela.

Em sua biografia O Bispo – A História Revelada, o Bispo Macedo relatou como foi esse momento. “A prisão foi um marco na minha vida. Eu não entendi naquele momento, mas foi minha válvula de escape. Muitos esperavam que eu deixasse a cadeia morto, mas aconteceu exatamente o contrário. É o que repeti o tempo todo e em que acredito, está na Bíblia: tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus.”

Na época, as revistas e jornais estampavam o Bispo em seus veículos com todo tipo de acusações, mesmo que não tivessem provas. Já canais de TV ficavam diariamente na delegacia em busca de “informações”, o que parecia mais um reality show do que realmente uma apuração dos fatos. Mas isso já não era novidade, não importava saber qual era verdadeira história, o que prevaleceu foi o jornalismo sensacionalista que busca satisfazer seus próprios interesses.

O que poucos sabem é o desfecho dessa história. O jornal Folha de São Paulo publicou, em 17 de setembro de 1995, três anos depois da prisão, que o Bispo foi absolvido das acusações pela 21ª Vara Criminal de São Paulo.

Contudo, os demais veículos de comunicação, que deram manchetes parciais sobre o caso, não falaram muito a respeito da resolução. Talvez essa tenha sido a ideia. Uma pessoa só pode ser condenada pela Justiça se existirem provas contra ela. Que provas a mídia tinha?

Ainda hoje isso não é diferente. Ao longo de 40 anos de existência da Universal, são inúmeras notícias falsas que se proliferam ainda mais. Por conta da tecnologia, as famosas fake news são capazes de destruir a imagem e rotular suas vítimas.

Mas nenhuma notícia negativa fez o Bispo Macedo desistir ou se abalar. O chamado para salvar almas falou mais alto. Prova disso é que a Universal recebe milhões de fiéis que, por meio da fé inteligente, desfrutam das promessas do Autor da Vida.

No entanto, para chegar até aqui, o Bispo Macedo enfrentou inúmeros julgamentos. Como falar de alguém que não conhecemos? Como julgar essa pessoa sem ao menos saber o que ela passou? Até que ponto a mídia manipulou essa história? O longa-metragem Nada a Perder trará respostas às dúvidas de muitos sobre quem é o Bispo Macedo. E, claro, muitos críticos continuarão julgando segundo seus próprios preconceitos.

Longa-metragem


Com cenas de ação impactantes e uma reconstituição de época que retrata o Brasil nos anos 60, 70, 80 e 90, o filme acompanha as lutas do Bispo Macedo durante a infância em Rio das Flores, o nascimento da filha Viviane e a fundação da Igreja Universal do Reino de Deus. Mostra também os bastidores da audaciosa compra da TV Record, quando o Bispo bateu de frente com interesses políticos e religiosos.

Nada a Perder será o filme brasileiro com a maior distribuição internacional de todos os tempos. Uma sequência está prevista para 2019. Os filmes foram gravados simultaneamente, como é comum nas famosas franquias, a exemplo de De Volta para o Futuro, O Senhor dos Anéis e atualmente Vingadores: Guerra Infinita. Essa experiência nunca tinha ocorrido no País.

Filmado em São Paulo, Rio de Janeiro, Santos, Campinas, Sorocaba e, na etapa internacional, em Israel e na África do Sul, Nada a Perder conta com roteiro do norte-americano Stephen P. Lindsay, autor de Sempre ao Seu Lado (de 2009, com o ator Richard Gere).

O longa é protagonizado pelo ator Petrônio Gontijo e tem no elenco Dalton Vigh, Day Mesquita, André Gonçalves, Eduardo Galvão, Marcelo Airoldi, Nina de Pádua e Beth Goulart. Esta última dá vida a Dona Geninha, mãe do Bispo Macedo.

Já falecida, Dona Geninha teve um papel importante, pois, além do apoio materno, ela foi fiadora do primeiro imóvel, uma antiga funerária, para que o filho pudesse pregar. Em entrevista exclusiva à Folha Universal, Beth Goulart fala como compôs essa mãe que para ela é um exemplo de coragem. “Utilizei minha experiência de mãe e me coloquei no lugar dela. Dona Geninha é aquela figura que agrega sua família, uma mulher forte que dá os princípios de ética, uma educação com valores morais bem definidos. Ela teve sete filhos, enfrentou dificuldades, mas tinha uma fé inabalável e uma confiança na capacidade de seu filho no caminho de dedicação missionária. Eles (os pais do Bispo) tiveram uma origem humilde e souberam conquistar sua ascensão financeira por meio do trabalho. Ela sempre soube que seu filho era especial e soube passar para ele esta segurança de enfrentar desafios. Dona Geninha foi o esteio da família e a grande referência de amor e fé de Edir Macedo.”

Beth, que também é veterana no cinema, fala de qual é a sensação de ver essa história contada nas telas. “O cinema é um lugar mágico que nos leva a vivenciar emoções e a reflexões. A função da arte é provocar nossos sentidos e nossa sensibilidade. Espero que gostem dessa história de vida.”

Já para Márcio Fraccaroli, CEO da Paris Filmes e da Paris Entretenimento, a escolha dessa produção decorreu de seu conteúdo. “Esta é uma história que tem que ser contada. É sobre um fenômeno sociológico. Fizemos um filme que vai interessar o público em geral, independentemente da crença ou religião. Ele conta a trajetória de superação de um homem.”

Para o diretor do longa-metragem, Alexandre Avancini, que dirigiu também Os Dez Mandamentos – O Filme, um recorde nos cinemas em 2016, Nada a Perder é uma superprodução que promete marcar o cinema brasileiro. “Fui convidado quando o projeto ainda estava em fase de desenvolvimento de roteiro. Eu fiquei muito feliz com o convite. É um projeto trabalhoso, é o maior projeto do cinema nacional até hoje em termos de verba, de amplitude e de reconstituição de época. A produtora Paris Entretenimento conseguiu montar uma equipe de primeira para tocar esse projeto comigo e estou muito bem cercado. O objetivo foi fazer um projeto de amplitude internacional. É muito ambicioso.”

Avancini, que teve em 2017 dois longos encontros com o Bispo Macedo, para dar sequência a essa produção, enfatiza como ele deixou toda a equipe muito à vontade para contar essa história. “O Bispo nos deu carta branca, mas, para não corrermos o risco de fazer uma biografia documental, trabalhamos no roteiro para humanizar esse personagem. O Petrônio Gontijo, que o interpreta, tem profundidade e essa qualidade de humanizar os personagens que interpreta. Não busquei fazer uma cópia do Edir Macedo. Quero que o espectador se emocione com essa história.”

Para o diretor, esse filme sem dúvida interessa ao público em geral e a todos que não conhecem a vida do Bispo Macedo. “Nenhuma conquista dele foi fácil e o filme mostra passagens conflitantes de sua trajetória. Ele veio de uma família religiosa e, em certo momento, começou a questionar sua fé e foi em busca de uma nova. O Bispo Macedo foi convicto do que queria ser desde o princípio, como qualquer pessoa que realmente vai em busca do que acredita. Tenho certeza de que o público vai se identificar com os personagens do filme em vários pontos. Quem não questionou sua fé em algum momento da vida?”

O Univer Video está com um conteúdo exclusivo sobre o filme. O público pode acompanhar uma série de entrevistas exclusivas com Edna Macedo, irmã do Bispo. Para saber mais leia a matéria na página 14.

O ingresso pode ser adquirido pelo site ingresso.com ou em qualquer cinema do Brasil.

O Bispo


O ator Petrônio Gontijo, de 49 anos, que interpretou Arão, irmão de Moisés na novela e no filme Os Dez Mandamentos, volta às telas do cinema em Nada a Perder no papel do Bispo Edir Macedo. Em entrevista à Folha Universal, Petrônio fala da experiência de viver esse papel e como a história o impactou. “Eu conhecia bem pouco da história do Bispo Edir Macedo. Apenas as versões amplamente divulgadas no País. Lendo os três livros de sua biografia, pude perceber que havia muita coisa que não tinha sido exposta e isso me impactou bastante e estimulou ainda mais a fazer o papel. O filme dará a chance para que o espectador tire suas próprias conclusões. Não é somente a história de um homem, mas é sobre como um homem, firme em suas convicções, consegue se manter em pé, enfrentar as adversidades e crescer, mesmo sofrendo um massacre não só dos poderes políticos como também de grande parte da opinião pública.”

O ator, que teve dois encontros com o Bispo, explica que o contato pessoal foi o mais importante para todo o processo de criação do personagem. “Pude compreender um pouco da simplicidade, da fé e da objetividade dele, além de receber seu apoio incondicional. Também fiz pesquisas intensas, com fotos, conversas com os familiares, palestras, livros, discos e um trabalho de dois meses em sala de ensaio, com o preparador Luiz Mario. Antes de começarmos a filmar, também foram realizados muitos testes de maquiagem e figurino para chegarmos aonde queríamos. Tudo isso contribuiu bastante para que fosse criada uma base sólida para nossas filmagens”, explica o ator, que chamou atenção do público por semelhança física com o Bispo Edir Macedo.

Petrônio assistiu algumas reuniões na Universal e afirma que pôde conhecer de perto inúmeras histórias de fiéis. “A impressão da identidade da Igreja no meu trabalho veio por meio das pessoas que fazem parte dela, pessoas que conheci no caminho, algumas já antigas e outras que chegaram agora: bispos, obreiros e membros dispostos a ajudar.” O ator não escondeu sua ansiedade e faz uma análise do desafio ao gravar Nada a Perder: “todos os dias foram de grandes empreitadas, são cenas muitos fortes, contundentes. O filme exigiu uma enorme concentração da minha parte e dos meus colegas. É um ‘filmaço’, que fala de amor, dificuldades, acertos e erros e, principalmente, como esse homem fez para encarar as adversidades pelas quais passou. O filme conta a história desse homem que saiu de Rio das Flores, no interior do Rio de Janeiro, para ganhar o Brasil e o mundo por meio de sua crença”, finaliza o ator, que acredita no sucesso que o longa-metragem alcançará.

A Dama da Fé

A atriz Day Mesquita, que viveu Yunet na primeira fase da novela Os Dez Mandamentos, estará em Nada a Perder no papel de Ester Bezerra. Em entrevista à Folha Universal, Day falou sobre sua personagem e a responsabilidade de interpretá-la. “Eu vejo Ester como uma grande parceira na vida do Bispo Edir Macedo. Ela é uma mulher muito forte e sensível. Acho que os dois são muito diferentes e essa diferença complementa o relacionamento do casal.”

Day, que fará sua primeira protagonista no cinema, conta como recebeu esse convite. “Fui convidada para fazer o filme em meados de fevereiro. Já tinha trabalhado com o Avancini em duas novelas, mas fazer cinema é diferente. É um mergulho maior, um processo bem intenso. Entrei no filme quando tudo já estava em andamento, foi meio aos 45 do segundo tempo. Cheguei já na fase dos testes de caracterização e das preparações de elenco.”

A atriz tem acompanhado a repercussão da venda antecipada de entradas e se mostra animada com a procura do público pelos ingressos para assistir ao longa-metragem. “Fiquei muito feliz ao saber da repercussão nas vendas. Tivemos um processo intenso, pois tudo foi feito com muito cuidado, carinho e entrega. Queremos que o público consiga sentir tudo o que tentamos passar durante as filmagens e que se emocione com essa história de amor e superação, como nós nos emocionamos ao fazê-la.”

 

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