Amizade e profissionalismo

É preciso estabelecer limites para a relação de amizade no ambiente de trabalho. Entenda como criar laços sólidos sem prejudicar a sua vida profissional

Por Por Katherine Rivas/ Foto: Marcelo Alves

As relações no ambiente de trabalho estão cada vez mais abertas. Algumas empresas até optaram por motivar a socialização entre funcionários. Entretanto, nesse universo de flexibilidade, criatividade e produção, os papéis de amigo e profissional podem ficar confusos.

Segundo Maria Amália Silva Catalan, especialista em gestão de pessoas, coaching de carreira e professora da Universidade Anhembi Morumbi, é importante prestar atenção à cultura da empresa. Hoje existem empresas familiares, empresas tradicionais e empresas horizontais como startups, na qual a informalidade é natural. Confundir os cenários pode lhe causar prejuízos.

“Amigos, amigos, negócios à parte.” Quem nunca ouviu esse provérbio? A produtora Luana, nome fictício, já que a entrevistada preferiu não se identificar, passou por um problema com seu antigo chefe e deixou o emprego. Luana fazia parte de uma pequena empresa e foi a primeira funcionária a ser contratada. Por esse motivo, passava muito tempo com seu chefe e criou um vínculo de amizade. Essa relação ultrapassava os horários de trabalho e ficou complicada com a chegada de novos funcionários. “Meu chefe queria se impor na frente dos outros e me humilhava para mostrar que estava no controle.”

O chefe de Luana exigia que ela trabalhasse de graça, lhe dava lições de moral e brigava com ela. As cobranças e o acúmulo de funções faziam parte do cotidiano dela. “Eu estava muito deprimida, me sentia mal porque ele era meu amigo e também não podia responder às ofensas porque era o meu chefe” lembra.

Sempre que a produtora tentava pedir demissão o ex-chefe a convencia a permanecer e se apoiava no fato de serem amigos. Até que, depois de dois anos de trabalho, ela decidiu sair da empresa. Ela alegou que tinha outros planos para a sua vida.

O que a empresa espera de você?

O funcionário precisa estar consciente do que seu contrato de trabalho estipula e entender corretamente o que a empresa espera dele.

Maria Amália explica que é preciso estabelecer limites e saber dividir amizade e profissionalismo. Essa é uma forma de evitar que a relação não se transforme em assédio moral, que, muitas vezes, é fruto da falta de treinamento dos gestores. “O que se espera no ambiente de trabalho é respeito, confiança e cordialidade.”

A especialista recomenda evitar envolvimento pessoal excessivo dentro da organização. “Amizade não é blindagem. Ser amigo dos gestores não significa que estaremos livres de cobranças.”

Amizade com os colegas

Entender que as pessoas têm padrões diferentes de comportamento ajuda a criar relações sadias entre pessoas que são amigas e trabalham juntas. Os erros mais comuns são falta de equilíbrio emocional, falta de objetividade na hora da contratação ou na avaliação do desempenho. “Não existe uma receita padrão, seja exatamente o profissional que você espera que o outro seja para você”, afirma a especialista.

Para evitar ou resolver possíveis atritos, peça um feedback contínuo com fatos e datas. “Falar sempre do que nos incomoda é a melhor forma de deixar a relação ainda mais transparente”, recomenda.

Chefe-funcionário

Os gestores devem sempre agir com respeito, evitar atitudes de humilhação, de exclusão de pessoas ou só compartilhar decisões com um grupo. Fortalecer a comunicação e a maturidade e ser um líder que passa informações de modo claro e transparente são ações indispensáveis. Também é importante não permitir que a amizade interfira nos processos seletivos ou na remuneração dos colaboradores.

A jornalista Beatriz Sanz (foto abaixo) sempre conseguiu fazer amizades no ambiente de trabalho sem que isso afetasse sua atuação profissional. Com um amplo networking, ela nunca teve problemas para estreitar suas relações. Beatriz iniciou essa prática quando era estagiária. Ela desempenhou essa função em cinco empresas. “Em alguns locais me senti a mais à vontade para tratar assuntos pessoais com colegas e chefias e em outros nem tanto. Mas sempre dividi minhas ideias, aflições e desejos com limites”, conta.

Beatriz mantém até hoje amizade com todos seus ex-chefes e colegas de estágio. Hoje, aos 23 anos e recém-formada, Beatriz conquistou uma vaga de jornalista no portal R7 e continua reforçando um pilar principal: respeitar os objetivos da empresa e as pessoas. “Você precisa respeitar os outros, mesmo que sejam amigos e trabalhem juntos. Isso não pode afetar o aspecto profissional e devemos lembrar que temos um objetivo a ser cumprido. Respeito é algo fundamental na vida profissional e essencial em qualquer tipo de relacionamento”, conclui.

As histórias de Beatriz e Luana divergem em um ponto: o estabelecimento de limites. Relações malsucedidas podem impactar gravemente a imagem da empresa e gerar consequências negativas para a vida profissional e pessoal do funcionário.

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