Um novo mercado

Confira dicas para obter sucesso profissional e se manter no mercado mesmo depois dos 40 anos de idade

Por Por Katherine Rivas*/ Fotos: Fotolia

Crise e mudança no cenário de trabalho colocaram em foco uma geração pouco valorizada pelo mercado: os adultos com 40 anos ou mais. Segundo dados do IBGE, no segundo trimestre de 2017, 22% da população brasileira entre 40 e 59 anos estava desempregada e 2,4% dos desocupados tinham mais de 60 anos.

Mesmo com a retomada da economia neste ano, a taxa de desemprego será de 10% (10 milhões de pessoas), segundo Heron do Carmo, economista e professor da FEA-USP. O mercado ainda continua restrito e com pouco espaço para a formalidade. Mas nem tudo depende da economia: é preciso que exista um mercado mais diversificado e sem preconceitos.

Segundo a life e professional coach Tabatha Moraes, hoje os profissionais de RH ainda dificultam a recolocação de pessoas com mais de 40 anos. Eles acreditam que elas estão pouco propensas a aceitar novos desafios, a ser lideradas por pessoas mais jovens ou não entendem de tecnologia.

Para Carlos Bitinas, consultor de carreiras e especialista em gestão de pessoas e desenvolvimento organizacional, esse paradigma social de querer contratar sempre pessoas mais novas é um erro e pode se tornar um grande empecilho para as empresas, mas é algo que tem sido quebrado.

Bitinas afirma que o mercado atual tende a fazer a “juniorização” dos cargos de chefia, não necessariamente por causa da competência do funcionário, mas para pagar salários mais baixos. “Na minha visão, pessoas mais novas não têm o know-how (saber-fazer) dos mais velhos. Por isso, existe boa oportunidade de colocação para as primeiras durante a crise”, explica.

Erros comuns

Mas, mesmo com essa vantagem frente aos mais novos, o especialista aponta quatro questões que os profissionais com mais de 40 anos precisam modificar para se manter no mercado de trabalho: a dificuldade para enfrentar novos desafios e a de se adaptar, a falta de atualização tecnológica e não ser generalista, que em sua opinião, é o ponto mais crítico. “As pessoas erram por se especializar em alguma coisa e não se tornar generalista. O mercado de hoje exige muito mais do que ser especialista em uma única área. É preciso ter um saber diversificado.”

Antônio Barros Coimbra, de 41 anos, morador do município de Ananindeua, no Pará, usou uma estratégia diferente para retornar ao mercado de trabalho. Ele trabalhou como gestor de frota por 15 anos até abrir mão do emprego e dar início ao seu próprio negócio. Sem sucesso e depois de ficar três anos desempregado, começou a procurar um novo trabalho aos 39 anos. Antônio conta que a busca pelo sucesso financeiro foi bastante difícil, por causa da crise econômica no País, até que conheceu as palestras do Congresso para o Sucesso, que o ajudaram muito. “Quando você tem mais de 40 anos há muita resistência por parte das empresas, mas entendi que, se não desse certo para mim em um dia, daria no outro.”

E foi o que aconteceu. Antônio conseguiu se recolocar graças ao seu networking, ou seja, por meio de alguém que já conhecia seu trabalho (na foto abaixo: o diretor Marcos Lopes (à esq.), que indicou Antônio Coimbra na empresa). “Essa pessoa valorizou mais o meu comprometimento e o meu conhecimento e foi assim que voltei ao mercado”, disse.

Hoje ele é gerente de compras de uma fábrica no Pará e oferece cursos e formação educacional para reinserir as pessoas socialmente. Além do trabalho, Antônio investiu na ampliação de sua bagagem profissional. Ele cursou a faculdade de gestão pública e nas horas vagas empreendeu em marketing digital e criação de sites.

Os quarentões dentro das empresas

Para Carlos Bitinas, a dinâmica do mercado mudou e os profissionais de 40 anos são vistos como os “novos de 20”. “Antes quem estava com 40 anos estava perto da aposentadoria; hoje quem tem 40 anos está na metade da carreira.”

Bitinas faz algumas recomendações aos interessados em se recolocar no mercado:

– Faça valer sua bagagem profissional: aos 40 anos seu arsenal de competências é rico. Foque em suas competências técnicas, mercadológicas e humanas.

– Exponha-se ao mercado: ative o seu networking, acesse as empresas pelos sites, consultorias e congressos. Acompanhe os jornais para conhecer a realidade de mercado.

– Mantenha sua autoestima: o processo de buscar emprego e receber vários “nãos” pode ser desgastante.

– Não omita suas qualificações para arranjar um novo emprego. A franqueza é a base para uma relação sadia. Não se preocupe com salários baixos, isso faz parte da trajetória profissional e não existe regra.

Qual o cenário para 2018?

Para o economista Heron do Carmo, este ano haverá uma leve melhoria e a taxa de desemprego será de 10%. O emprego formal deve melhorar, mas ainda estará em alta o empreendedorismo comandado pelos microempreendedores individuais (MEIs) e prestadores de serviços.

Ele afirma que a demanda forte de emprego com carteira assinada acontecerá após o período eleitoral com alta para 2019. “A perspectiva é que pessoas que já estavam inseridas na empresa voltem. O importante é a qualificação.”

Se reinvente

Se você está com 40 anos ou mais e acha que está na hora de se reinventar, o consultor Carlos Bitinas deixa algumas dicas:

* Ouça sua vocação: você está no momento oportuno e tem maturidade para entender para o que é apto ou não e o que gosta ou não de fazer.

* Se planeje: cuidado ao se aventurar demais em seus projetos de mudança. Faça um plano estratégico e crie uma reserva econômica.

* Não esqueça de conversar com um especialista no assunto. Cada caso é um caso e não existe receita pronta para o sucesso.

* Colaborou Ana Carolina Cury

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