Vai se vacinar contra a febre amarela?

Veja o que você precisa saber sobre a doença antes de sair correndo para o posto de saúde

Por Por Eduardo Prestes/ Foto: Fotolia

O aumento do número de casos de febre amarela vem preocupando os brasileiros nos últimos dias. Os Estados afetados até o momento são Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, além do Distrito Federal. Até o fechamento desta edição da Folha Universal, o número de casos confirmados da doença subiu de 35 para 130. Desde julho do ano passado até agora, já foram registradas 53 mortes em virtude da doença.

No ano passado, o Brasil registrou recorde de casos de febre amarela, concentrados em Minas Gerais. Na capital paulista, a aparição de macacos com a doença na zona norte acendeu o alerta e deu início à vacinação em parte da cidade. O número de mortes por febre amarela silvestre subiu para 36 desde janeiro do ano passado, segundo balanço divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. Ao todo, foram 81 casos confirmados de contágio pela doença. Do total, 41 foram em Mairiporã, na Grande São Paulo. Depois disso, a Organização Mundial de Saúde (OMS) incluiu todo o Estado de São Paulo no mapa das áreas de risco.

Sem surto

Mesmo diante desses números, o Ministério da Saúde descarta totalmente que esteja ocorrendo um surto de febre amarela. Além da vacinação de rotina em áreas determinadas, o governo decidiu realizar uma campanha de vacinação para os moradores de cidades que têm áreas de mata em que o vírus pode avançar. São mais de 70 municípios na Bahia, no Rio de Janeiro e em São Paulo, inclusive parte da capital paulista.

Dose segura

De qualquer modo, o atual panorama provocou uma corrida aos postos de saúde em busca da vacinação. Ciente do problema, o Ministério resolveu fracionar a dose padrão da vacina para agilizar a imunização e bloquear o avanço do vírus nos locais onde a doença foi registrada.

Vale ressaltar que a dose fracionada é tão segura quanto a dose padrão. Os Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo resolveram antecipar o início da campanha e começaram a vacinação no último dia 25.

Sem correria

Só no Estado de São Paulo, a meta é imunizar 8 milhões de pessoas em 54 cidades, de acordo com a Secretaria Estadual da Saúde. Nesses municípios, a aplicação da dose fracionada vai até o dia 17 de fevereiro.

Na capital paulista, passado esse período, a meta da vacinação é chegar aos bairros da zona central da cidade e depois às regiões restantes. De acordo com o secretário municipal de saúde da capital paulista, Wilson Pollara, foi montado um esquema especial para a distribuição de senhas. “A vacinação será realizada nas zonas sul e leste de São Paulo. Equipes do programa Saúde da Família vão diariamente até casas já predefinidas para a distribuição das senhas. As pessoas vão receber progressivamente as senhas em suas casas. Vamos informar a unidade de saúde onde será aplicada a vacina. Não teremos necessidade de que ninguém saia para formar filas”, afirma.

Prioridades

Mesmo com a organização de um esquema que facilite a aplicação da vacina, ainda há algumas dúvidas sobre quem deve e pode ser vacinado.

De acordo com o Ministério da Saúde, nem todos podem tomar a dose fracionada, por não terem sido feitos testes específicos. Os seguintes grupos devem receber a dose integral: crianças de 9 meses até 2 anos de idade e pessoas com HIV e outras condições clínicas, como, por exemplo, doenças hematológicas. Viajantes internacionais também precisam da dose plena. Crianças com menos de 6 meses não devem tomar em hipótese nenhuma a vacina integral ou fracionada, pois quanto mais nova a criança, mais o organismo pode demorar para responder, fazendo com que o vírus circule por mais tempo e aumente os efeitos colaterais associados à doença.

A imunização também é contraindicada para pacientes que fazem tratamento quimioterápico e pessoas com alergia grave a ovo. Grávidas, a princípio, devem evitar, a não ser que o risco de contrair o vírus seja alto.

Tipos da doença

Outra questão é saber a diferença entre a febre amarela urbana e a silvestre. Nos dois casos, o vírus causador, os sinais, os sintomas e a evolução da doença são os mesmos. O que muda é o processo de transmissão. A silvestre é transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, que vivem nas matas e à beira dos rios. Eles picaram macacos contaminados e depois picaram pessoas que adoeceram. O macaco não passa a doença diretamente ao homem. Já a forma urbana acontece quando um mosquito urbano, o Aedes aegypti, pica uma pessoa doente e depois outra, transmitindo a doença, exatamente como acontece com a dengue, por exemplo. Não há registro de febre amarela urbana no Brasil desde 1942. De acordo com o Ministério da Saúde, o País enfrentou o pior momento da doença entre 2016 e 2017, quando foram registrados 397 casos e 131 mortes.

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