Adolescente se mata por ser vítima de bullying

Morte de jovem é mais um exemplo de como as redes sociais não devem ser utilizadas

Por Por Andre Batista/ Fotos: Fotolia

O bullying mata. Mais uma vez isso ficou comprovado depois que uma criança de apenas 14 anos tirou a própria vida. Essa criança, Ammy Everett, conhecida na Austrália como Dolly, participou de algumas campanhas de publicidade e, por isso, tornou-se famosa naquele país. Mesmo com a vida inteira pela frente, Ammy desistiu de viver após muito sofrimento.

A garota foi encontrada morta por seus pais no dia 3 de janeiro. Desde então, eles têm recebido muitas mensagens de apoio por meio das redes sociais. Em comunicado divulgado no dia 7, o pai da menina, Tick Everett, confirmou a morte de sua filha sem dar detalhes sobre como isso aconteceu e os motivos. Apenas relatou que ela vinha sendo vítima de bullying on-line, motivo pelo qual desistiu da vida.

“Essa semana tem sido um exemplo de como as redes sociais devem ser utilizadas”, afirmou Everett em sua publicação, referindo-se ao carinho que internautas têm demonstrado. “Mas também tem sido um exemplo de como as redes sociais não devem ser utilizadas”, completou.

Everett convidou os bullies a assistir de perto a dor que causaram e comparecerem ao funeral da garota: “se há alguma chance de as pessoas que pensaram que isso era uma piada e se sentiram superiores praticando bullying e assédio incessantes virem essa postagem, por favor, venham à cerimônia e testemunhem a completa ruína que vocês criaram”.

Infelizmente, mesmo que esses agressores vejam o que causaram, arrependam-se e parem de praticar o bullying, ele ainda estará presente no mundo inteiro.

Se é impossível erradicar o bullying, o que fazer?

“Praticantes de bullying estão em todo lugar. Praticantes de bullying estão na escola, praticantes de bullying estão até mesmo na igreja”, relata o escritor e palestrante Renato Cardoso. “O que provavelmente você nunca ouviu ou ninguém disse para você é que o bullying é algo que as pessoas fazem, não importa a idade delas. Ele começa quando você é uma criança, mas, mesmo quando você é adolescente, mesmo quando você é um adulto, existem praticantes de bullying em todo lugar.”

Em entrevista ao site britânico BBC, o porta-voz do Centro Nacional contra o Bullying da Austrália (NCAB), Jeremy Blackman, afirmou que, no caso do bullying virtual, a situação é ainda pior, pois “ele pode ser constante, 24 horas, sete dias por semana”. Além disso, graças ao aparente anonimato oferecido pelas redes sociais, “mais crianças podem praticar bullying”.

Para Renato Cardoso, essa é uma situação que, infelizmente, não pode ser freada. Mesmo que um ou outro praticante de bullying se conscientize sobre a brutalidade de suas atitudes, sempre existirão outras pessoas dispostas a assumir os lugares dos agressores arrependidos.

“A notícia ruim é que os praticantes de bullying não vão acabar. Eles vão estar em todo lugar até morrermos”, afirma Cardoso. “A boa notícia é que existe um jeito de lidar com eles. E uma das melhores maneiras que conheço para lidar com eles é, antes de qualquer coisa, você saber que eles estão lá e ser forte e confiante quanto a si mesmo.”

O palestrante explica que a principal arma desses agressores é a violência psicológica. Por isso, pessoas que, por algum motivo, não são tão confiantes tendem a sofrer mais com o bullying. Assim, é necessário que a pessoa esteja satisfeita consigo mesma e use sua autoconfiança como escudo contra as agressões.

“Os agressores usam palavras, talvez até digam algo na sua cara. Hoje em dia, eles enviam mensagens de celular ou e-mails, usam fotos, entre outros. Eles usam maneiras para tentar entrar em sua cabeça. Entrar na sua cabeça para lhe fazer se sentir amedrontado, para lhe fazer se sentir embaraçado consigo mesmo, ridículo, para lhe fazer se sentir pequeno. Mas tudo o que eles têm são apenas palavras”, diz Cardoso.

O palestrante orienta que a pessoa procure ajuda logo. Muitas vezes, as vítimas do bullying escondem o que está acontecendo por vergonha ou por medo. Não faça isso. Procure suporte em seus pais, professores ou até mesmo na polícia, se for o caso. Guardar o que está acontecendo para si não resolverá o problema.

Se você tem sido vítima dessa agressão e não se sente confortável para falar com pessoas que lhe conhecem, acesse o serviço Pastor Online. Nesse site, que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, um pastor está pronto para lhe orientar. Entre no site universal.org/pastor-online e obtenha o auxílio necessário.

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