A importância de saber escutar

A questão não é apenas ouvir o que a outra pessoa tem a dizer. É preciso entender que sua reação e sua interpretação podem fazer grande diferença na vida de outras mulheres

Por Por Michele Francisco/ Fotos: Marcelo Alves

Você pode ser considerada uma verdadeira amiga? Aquela que se sensibiliza com as dores dos outros e se dispõe a ajudar? Uma das formas de perceber se está sendo alguém com quem os demais podem contar é identificar se de fato você sabe escutar e não apenas ouvir. Existe diferença entre os dois, sabia?

Segundo o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, ouvir significa perceber, entender (os sons) pelo sentido da audição. Já escutar é tornar-se ou estar atento para ouvir e dar ouvidos. Ouvir é algo mais superficial do que escutar, pois no último caso é necessário estar atento ao que a outra pessoa quer dizer.

De acordo com uma pesquisa da Associação Americana de Psicologia, realizada com mais de 1.800 pessoas, para entender os sentimentos dos amigos ou familiares o melhor a fazer é fechar os olhos e escutá-los. Durante o teste, as pessoas foram divididas em três grupos: o primeiro precisava ouvir os outros participantes sem olhar para eles; o segundo apenas observava o outro conversar sem os escutar; e os integrantes do terceiro conversavam olhando uns para os outros.

Com a experiência, os pesquisadores comprovaram que as melhores interpretações com relação às emoções (positivas ou negativas) do outro foram as dos participantes do primeiro grupo, aqueles que apenas escutavam sem focar nas expressões.

E o que isso tem a ver com a amizade?

Como você reage quando é procurada por uma amiga ou conhecida que deseja desabafar, tirar aquele peso que está sobre ela?

Esse estudo mostrou que ao fechar os olhos é possível entender melhor o outro. Mas, mesmo não seguindo à risca o que a pesquisa indicou, é preciso entender que é de grande importância estar atenta ao que acontece com o outro e colocar em prática o “escutar” mais e não apenas o “ouvir”.

Quando escutamos uma amiga ou colega estamos atentas ao que ela está passando e só então poderemos aconselhá-la e interceder por ela.

A analista de recursos humanos Meury Matos, de 30 anos (foto abaixo), se considera uma boa ouvinte e relata sua experiência. “Conheço uma senhora que tem grande consideração por mim. Muitas vezes quando está angustiada e não quer compartilhar isso com os filhos, ela me procura e desabafa. Às vezes, ela chora e fala de suas preocupações. Eu fico ali apenas para escutá-la e deixo que ela coloque tudo para fora. Depois oro para que Deus a ajude no que ela precisa, sem que ela saiba”, conta.

O mesmo acontece com a autônoma Mariane Silva, de 31 anos (foto abaixo). “Percebo que muitas mulheres que me procuram para conversar, mesmo sem ser minhas amigas, não querem uma resposta para os seus problemas. Muitas querem apenas desabafar, chorar e só precisam se sentir à vontade para poder colocar tudo que está dentro delas para fora. Por isso tento me colocar à disposição sempre, pois é muito gratificante ver o sorriso no rosto delas depois da conversa”, diz.

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