Assédio sexual se tornou comum, mas é crime

Mais uma mulher vítima de violência, dessa vez durante um voo de avião



Por Por Andre Batista / Imagem: Thinkstock

Viajar de avião nem sempre é uma experiência prazerosa. Para muitos, existe o medo, a má alimentação, o desconforto dos assentos, os atrasos, a demora para chegar ao destino e, infelizmente, para muitas mulheres existe outro problema, esse várias vezes mais grave: o assédio sexual.

Dia após dia, as mulheres têm sofrido situações constrangedoras e agressivas em quase todos os lugares onde frequentam. A mais recente a ganhar fama foi a vivida pela empresária Randi Zuckerberg.

Em um voo de três horas de duração, que a levou de Los Angeles (Estados Unidos) a Mazatlan (México), Randi foi alocada ao lado de um homem que, desde o momento em que chegou, praticou o assédio.

“Ele começou a me falar sobre se tocar, ficou me perguntando se eu fantasiava com a colega com quem estava viajando, avaliou e comentou os corpos das mulheres que embarcavam no avião à medida em que elas passavam por nós e muitos outros comentários igualmente ofensivos e horrendos”, contou Randi em seu Twitter.

De acordo com a moça, ao informar os comissários de bordo da aeronave, ela foi avisada de que esse era um cliente que constantemente utilizava os serviços da empresa e essa era sua atitude habitual. Ao demonstrar o choque com a situação, recebeu a orientação de se mudar para a poltrona do meio da última fileira da aeronave.

“Eu quase fiz isso, mas depois percebi: Por que eu tenho que mudar? Sou eu quem estou sendo assediada”, revelou a jovem de 35 anos.

Um de muitos

Randi Zuckerberg é irmã de Mark Zuckerberg (o criador do Facebook). Ela é escritora, palestrante, empresária e desenvolvedora digital (ela é a responsável, por exemplo, pela criação do Facebook Live).

Por sua fama na sociedade atual, a violência sofrida ganhou as manchetes de jornais. Entretanto, como a própria empresa de aviação informou, aquele mesmo sujeito agredia igualmente outras mulheres com frequência e nada seria feito a respeito. Infelizmente, ele não é o único “homem” a agir assim.

Utilizamos a palavra homem entre aspas para descrever essa pessoa, pois, como o escritor Renato Cardoso afirma, esse comportamento “é coisa de moleque, porque ele não é homem ainda. Porque homem não faz essas coisas”.

De acordo com Cardoso, quem tem essas atitudes, “para ser homem, ainda precisa crescer muito. Ainda precisa mudar muito a sua visão da mulher”.

Pesquisa divulgada pela ActionAin, organização internacional de combate à pobreza, 86% das mulheres brasileiras já sofreram assédio sexual em locais públicos. E esse é um problema que se estende ao mundo inteiro, independentemente da posição econômica do País.

A escritora Cristiane Cardoso lembra que é preciso agir com inteligência nesses casos: “Abuso sexual, estupro e até mesmo assédio verbal são comportamentos criminosos e inaceitáveis, e não há dúvida de que os homens precisam demonstrar compostura e respeito pelas mulheres. Não há desculpas para tais comportamentos em hipótese alguma”.

Se você tem sofrido com situações como essa, procure a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher mais próxima e denuncie o agressor. Não permita que essa pessoa faça outras vítimas. Depois disso, conheça o Raabe, projeto da Universal que auxilia mulheres vítimas de violência. Lá você encontrará apoio de advogadas, psicólogas e médicas e, o mais importante, apoio espiritual para enfrentar essa situação tão difícil.

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