O que é melhor do que um aplicativo para rastrear o cônjuge?

Entenda por que tal atitude pode ser arriscada e ineficiente



Por Por Andre Batista / Imagens: Thinkstock e reprodução Instagram @lucieledicamargo

Uma imagem publicada pela atriz Luciele di Camargo em sua conta no Instagram viralizou nas redes sociais, recebendo quase 8 mil curtidas em poucos dias. A postagem (imagem abaixo) era um mapa de um aplicativo de rastreamento de celular, como pode ser visto na imagem abaixo:

A explicação da moça para a publicação foi a seguinte: “E ele, Denilson, foi para onde? Foi para o samba! Vou te falar uma coisa, ‘Dedé’, os quatro turcos você driblou. Agora, a goiana aqui, você não vai driblar, não. Não está moiado [sic] para você, passou um tsunami. Aguarde cenas dos próximos capítulos”.

Fica claro, pela ironia, que a publicação foi uma brincadeira de Luciele para seu esposo. Conhecido por ser irreverente, o casal costuma postar esse tipo de conteúdo em suas redes sociais.

Embora, nesse caso, o aplicativo de rastreio de celular tenha sido usado de maneira bem-humorada, não é isso o que acontece com a maioria dos casais que os utilizam.

Grande mercado

O rastreamento de smartphones via GPS foi criado para que o dono do aparelho pudesse localizá-lo em momentos como um furto, por exemplo. Entretanto, aplicativos que realizam essa função logo se tornaram uma ferramenta para espionagem, especialmente entre casais.

Uma rápida busca nas lojas de aplicativos revelará dezenas de opções para quem quer seguir de perto os passos de seu parceiro, seja ele namorado, noivo ou cônjuge. São adereços que nem sequer precisam de internet para funcionar.

De um aplicativo criado por um brasileiro, por exemplo, foram realizados mais de 100 mil downloads em apenas dois meses. Ele prometia, entre outras coisas, enviar a localização do celular monitorado e cópias de todas as ligações e mensagens enviadas por aquele aparelho.

Apesar de o Google, responsável pela loja de aplicativos para Androids, proibir a disponibilização de apps que possam ser “invisíveis” após instalados, muitas empresas conseguem burlar esse regulamento. Assim a pessoa monitorada jamais sabe que está sendo investigada.

O mercado de rastreadores é tão grande que, por menos de cinco reais mensais, é possível encontrar produtos que copiam mensagens, localizam no mapa e até mesmo ligam para o aparelho vigiado a qualquer momento, só para que o investigador ouça o que está acontecendo ao redor do aparelho grampeado.

Nesse exato momento, milhares de pessoas estão sendo vigiadas por seus cônjuges e, é claro, isso não é legal.

Perseguição ilegal

Evidentemente instalar aplicativos desse tipo sem o consentimento do grampeado é ilegal. Em primeiro lugar fere regras federais de privacidade na internet, como a popular “Lei Carolina Dieckman”. Dependendo da situação, também pode estar sendo cometido um crime contra a honra da vítima.

Ademais, mensagens e ligações particulares são invioláveis. Lembra que ler a carta destinada a outros é crime? Pois, ler mensagens e ouvir ligações de terceiros também se enquadram nessas regras e a punição pode chegar a seis anos de prisão, além de multa.

Mesmo assim, muitas pessoas se arriscam para satisfazer suas desconfianças.

Ciúme doentio

“O ciúme é um vício que destrói o relacionamento ao longo prazo, mas a curto prazo dá ao ciumento um certo prazer por conseguir controlar a outra pessoa e mantê-la só para si.” Quem explica é o escritor Renato Cardoso, coautor do livro “Casamento Blindado 2.0 – O Seu Casamento À Prova de Divórcio”.

Dessa maneira, quem instala esse tipo de aplicativo no celular do parceiro acredita estar tomando o controle da situação, quando, na verdade, está apenas dando espaço para que o sentimento destruidor cresça.

Renato Cardoso explica que ter um “ciuminho” é até saudável para o relacionamento, mas quando essa emoção se sobrepõe à racionalidade ela se torna prejudicial.

Talvez o seu cônjuge dê motivos para desconfiar (mandando mensagens impróprias ou escondidas, “desaparecendo” de sua companhia sem saber explicar onde estava…), mas isso não significa que a solução é se tornar um criminoso.

A necessidade de instalar um aplicativo desse tipo no smartphone de alguém não é remédio, é apenas o sintoma de uma doença mais grave que está matando o seu relacionamento. Como em toda situação, o diálogo é fundamental. É preciso explicar à outra pessoa a insegurança sentida e seus porquês, mudar o comportamento de ambos e agir com a razão.

“Como qualquer vício, para quebrar o ciúme você precisa: reconhecer que tem o vício, admitir que ele está lhe destruindo, identificar o gatilho que o dispara e determinar que terá uma reação diferente e melhor do que aquela que é destrutiva”, explica o escritor.

Se você tem dificuldades em algum desses processos, participe da Terapia do Amor, na Universal, e descubra como trabalhar em benefício de seu relacionamento, em vez de destrui-lo.

As palestras acontecem todas as quintas-feiras, no Templo de Salomão, na Avenida Celso Garcia, 605, Brás, zona leste da capital paulista, às 10h, 15h e 20h. Ou encontre um endereço perto da sua casa, clicando aqui.

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