“A sociedade discrimina. Vocês amam”

Declaração é do padeiro Valdemir Aparecido Fermino, de 43 anos, ex-presidiário ajudado pelo grupo Universal nos Presídios. Confira mais resultados positivos desse trabalho

Por Por Rafaella Rizzo / Fotos: Thinkstock - Cedidas

A superlotação do sistema prisional brasileiro é uma questão que há décadas permanece sem solução. Recentemente, o Ministério da Justiça divulgou dados da Infopen (Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias) que revelam que em menos de 2 anos o número de detentos subiu de 622 mil para 726 mil. Quase o dobro das 368 mil vagas existentes.

Para a situação ser resolvida, seria necessário construir um presídio por dia durante um ano, o que custaria 12,9 bilhões aos cofres públicos. Algo humanamente impossível.

Dessa forma, o País ocupa hoje o terceiro lugar mundial em número total de presos, superado apenas pelos EUA e pela China. A reincidência pode ser vista como uma das causas que colaboram para o problema persistir, já que as cadeias simplesmente amontoam pessoas e não ressocializam esses milhares de presidiários. É comum que ao sair do cárcere a pessoa volte à vida do crime, alimentando um ciclo vicioso.

Universal nos Presídios

O projeto Universal nos Presídios (UNP), encabeçado por voluntários da Igreja, há mais de 30 anos, trabalha para mudar essa realidade. Por meio da evangelização, doações, ações sociais e um trabalho especial voltado exclusivamente para essa população e suas famílias, o grupo visa tirar vidas do mundo do crime e da exclusão social.

O padeiro Valdemir Aparecido Fermino (foto ao lado), de 43 anos, foi uma das pessoas resgatadas com a ajuda do grupo. Preso por 1 ano e 7 meses, por tráfico de drogas, foi atrás das grades que ele teve a oportunidade de aceitar o Senhor Jesus. “O que me chamou atenção foi a dedicação dos voluntários aos presos. A sociedade nos discrimina, mas vocês amam. Fui solto em outubro deste ano e, com a força de Deus, reconstruí minha vida. Sou feliz, trabalho e sempre estou na Igreja”, conta.

“Devolver cidadãs de bem à sociedade”

Sandra Menezes, de 35 anos, atua hoje como doméstica, manicure e designer de sobrancelhas. Ela também comemora a linda família que construiu: é casada e tem dois filhos.

Uma realidade que há 16 anos era totalmente impensada, já que em 2001 foi presa por tráfico de drogas, corrupção de menores e, desde os 12, vivia na vida do crime. “Fui presa aos 18 anos e já tinha feito de tudo: roubo, sequestro relâmpago e, por último, o tráfico, que me levou à prisão por 3 anos. Eu não sabia o que seria de mim quando saísse, achava que ficaria marcada para sempre, que nunca seria alguém que pudesse trabalhar e ter uma família” lembra.

Mas, mesmo dentro da penitenciária, Sandra foi alcançada pela Palavra de Deus por meio do grupo UNP que realizava trabalhos evangelísticos no local. “Comecei a participar das orações e receber a Palavra de fé que me trouxe a esperança de mudança de vida”, relata.

Liberada em 2004, e com uma nova visão sobre o futuro, Sandra decidiu que nunca mais faria parte da vida do crime: conseguiu um emprego honesto e voltou a estudar. Com o passar do tempo, formou a própria família e começou a ajudar no mesmo projeto que a resgatou. “Eu não tinha mais esperança e o UNP me mostrou uma saída. Hoje, eu quero ser usada para ajudar a devolver cidadãs de bem à sociedade”, enfatiza.

As ações do UNP realizadas pelos voluntários em todo o País são constantes e têm ajudado milhares de presos e seus familiares. Caso queira conhecer outros movimentos e trabalhos realizados pelo grupo acesse e curta o perfil oficial do bispo Eduardo no Facebook, clicando aqui.

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