Os desafios de educar os filhos nos dias atuais

Orientar os pequenos como os pais educavam nas gerações passadas pode não ser a melhor alternativa



Por Por Eduardo Prestes / Foto: Fotolia / Arte: Eder Santos

Quando se fala na educação dos filhos é natural que os pais se questionem sobre o que fazer para que eles se tornem cidadãos de bem. Trata-se de um processo lento em que, muitas vezes, a paciência e a autoridade de quem educa são testadas. Ninguém discute como os pais devem lidar com as situações do dia a dia, pois essa é uma escolha pessoal deles. Para abordar essa questão, a Folha Universal conversou com uma especialista da área de família e com o casal de escritores e apresentadores Renato e Cristiane Cardoso.

Todos concordam que o papel dos pais é fundamental na educação dos filhos. Para a psicóloga Cristina da Silva, de 48 anos, que atua na área clínica e também é professora de educação especial, os pais são a referência que a criança possui. “A formação da personalidade saudável e sem traumas exige a presença parental, para que não sejam causados traumas nesse ser em pleno desenvolvimento. O comportamento dos pais pode influenciar a forma como os filhos vão se relacionar com o mundo e com as pessoas”, explica.

Principal erro

Mas não basta reproduzir o modelo de educação recebido. Para o escritor e palestrante Renato Cardoso, esse é o principal erro dos pais atualmente. “Ser pai é uma das tarefas mais difíceis, pois as crianças e os adolescentes de hoje estão crescendo em um mundo totalmente diferente daquele em que crescemos. O seu filho, como todo ser humano, é uma pessoa única e não uma cópia sua. Isso não quer dizer que você não deva buscar instruções para aprender a lidar com os desafios de uma criança ou de um jovem nos dias de hoje”, afirma.

Modelo saudável

A psicóloga Cristina concorda que reproduzir o modelo de educação da geração anterior não é a melhor alternativa. “Os tempos mudam e a educação que os pais receberam no passado nem sempre foi saudável e pode, por exemplo, ter sido caracterizada por punição extrema. A educação que almejamos hoje para nossos filhos é aquela baseada no diálogo, afeto, na presença e nos limites, para que futuramente tenhamos crianças com personalidade saudável. Educar não é permitir tudo. Não proporcionar aos filhos uma sólida e clara consciência de limites significa expô-los a graves riscos e dificuldades mais adiante”, adverte.

Teste

Por isso, a escritora e palestrante Cristiane Cardoso considera muito importante a ação dos pais no sentido de orientar e não permitir certas atitudes que, em muitos momentos, testam a autoridade paterna e materna. “Se a criança tem que ir para a cama às 21 horas, não discuta com ela sobre isso. Resuma-se a dar-lhe uma razão que ela possa entender. Às vezes, o filho chega chateado, bate a porta, você vai falar com ele e ele grita. Em vez de gritar também ou criticá-lo, mantenha o controle. Você não precisa entrar no mesmo humor do seu filho. Talvez você tenha que deixar passar um tempinho para perguntar o que aconteceu”, pondera.

Valor verdadeiro

Nos dias de hoje é comum observar que pais e mães que trabalham muito se submetem à vontade dos filhos para compensar o pouco tempo que têm com eles. “O certo é esperar que os filhos façam os deveres da escola e ajudem nas tarefas de casa. Os pais devem mostrar como o verdadeiro orgulho vem daquilo que você faz e não de como você se parece ou do que você tem. Eles não devem substituir amor ou tempo por dinheiro ou presentes, pois os filhos podem perder a noção de respeito e limites e achar que o dinheiro pode tudo”, analisa a psicóloga.

Sem medo

A especialista também lembra a importância do respeito, que não deve ser imposto, mas conquistado. “O afeto e os limites devem ser proporcionados a todos os filhos, sem diferença, pois são componentes para uma educação bem-sucedida. O fato de os pais estarem presentes acolhendo, brincando e mantendo a rotina de horários e cuidados com os pequenos fará com que a criança desenvolva a percepção de si mesma e permitirá a ela, no futuro, sentir-se vinculada à família e à escola. A diferença está em fazer a criança respeitar os pais não por medo, o que acaba não educando, mas porque percebe que o que dizem é o melhor para ela”, conclui.

7 dicas para educar bem

1° Responsabilidade

A mãe e o pai têm responsabilidade de educar os filhos. Por isso, é importante alternar o papel de quem corrige o comportamento das crianças: uma hora é a mãe e outra é o pai. Isso evitará que a criança classifique um como bom e outro como ruim

Limites

Nunca humilhe a criança. Procure demonstrar que você confia nela e a ama de forma incondicional. Estabeleça limites para as atividades, como ver televisão ou jogar videogame. Determine horários e explique o motivo das suas decisões

Consequências

Estabeleça consequências para as más ações das crianças. Estas devem ser constantes, razoáveis, aplicadas por pai e mãe, de forma imediata e relacionadas com o que você quer corrigir. Se a criança sujou a sala, a consequência é ter que limpá-la

Consenso

Evite discutir com seu parceiro na frente dos filhos. A conversa sobre determinados assuntos deve ocorrer na ausência da criança. Se houver algum debate entre os pais, que seja de uma forma positiva, demonstrando à criança que eles conseguem se entender sem conflitos

Autoridade

Em determinados momentos, a criança vai testar a autoridade dos pais. Isso pode acontecer em várias fases da infância. Por isso, evite ameaçar seu filho com um castigo e depois ficar com pena de aplicá-lo. Nesses casos, os pais acabam perdendo totalmente a autoridade

Respeito

Os pais não devem se desautorizar perante os filhos. Quando um resolve algo sobre uma questão com a criança, o outro não deve se envolver, respeitando a resolução daquele momento da parte de um deles

Aprendizado

Seja sincero e fale a verdade. Procure dialogar com seus filhos sobre regras e objetivos. Antes de prometer algo, avalie se poderá cumprir. Dê exemplo à criança com a sua conduta. Não esqueça de elogiar as ações positivas e de corrigir as negativas. A criança se espelha nos pais e aprende observando o que eles fazem

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