Perseguição descarada

Veículos ligados ao Grupo Globo insistem em depreciar a imagem dos evangélicos e expõem, de maneira explícita, o repúdio a esse numeroso grupo



Por Por Janaina Medeiros / Fotos: Reprodução e Cedidas

Há muitos anos, veículos de comunicação ligados ao Grupo Globo perseguem os evangélicos. As Organizações Globo, em seus noticiários, séries e novelas, não perdem a chance de criticar e ainda ridicularizar aqueles que professam a fé no Evangelho.

A minissérie Decadência, por exemplo, exibida na Rede Globo em 1995, mostrou o pastor corrupto Mariel (Edson Celulari), que ficou milionário à custa do dinheiro da igreja. Além disso, ele se envolvia amorosamente com as fiéis.

Como afronta à Universal, algumas falas do referido pastor reproduziam palavras de uma entrevista do Bispo Edir Macedo, concedida à revista Veja em 1990.

A trama criada por Dias Gomes foi considerada uma blasfêmia pelos evangélicos, principalmente depois de uma cena em que uma personagem jogava seu sutiã sobre a Bíblia aberta durante uma relação íntima.

Os pastores evangélicos sempre foram retratados de forma distorcida pela emissora. No seriado Ó Paí, Ó (2007), um malandro se transformava em um pastor que desviava o dinheiro da igreja.

Já em um dos episódios do programa Zorra Total, exibido em outubro de 2014, um falso pastor participava de uma “sessão de descarrego” e induzia os fiéis a pagarem dízimos mais altos.

Na novela Insensato Coração (2011), um dos personagens homossexuais, Xicão Madureira (Wendell Bendelack), ao conversar com Sueli Campelo (Louise Cardoso), afirmava que seus pais o destratavam por causa de uma suposta influência dos pastores, dando a entender que os líderes religiosos incitavam a homofobia e a guerra familiar.

Além desses exemplos, os folhetins da Rede Globo sempre mostraram os evangélicos com características deturpadas da realidade.

A novela Duas Caras (2007), por exemplo, vinculou a imagem dos evangélicos a pessoas fanáticas e violentas, por meio da personagem Edvânia (Susana Ribeiro).

Durante uma cena, uma multidão liderada por ela ameaçava linchar os personagens de um triângulo amoroso, dizendo: “vou tirar o demônio do seu corpo e vai ser a pau e pedra”. O impacto negativo foi maior quando ela demonstrou satisfação ao ver os personagens sendo espancados.

Em América (2005), a personagem evangélica Creusa (Juliana Paes) transmitia uma personalidade duvidosa ao exibir sua sensualidade de forma leviana, fazendo strip-teases e se envolvendo com homens casados.

Anos depois, em Avenida Brasil (2012), Dolores (Paula Burlamaqui), uma ex-atriz pornô, mesmo tendo se convertido ao Evangelho, ainda cometia transgressões, como a de manter relações sexuais com um ex-parceiro.

Mais recentemente, em A Regra do Jogo (2015), a personagem Indira (Cris Vianna), também evangélica, se envolvia em uma troca de casais por vingança a seu marido, que havia lhe traído.

Ainda em 2015, a Globo iria exibir uma cena na novela I Love Paraisópolis em que uma adolescente seria apedrejada por evangélicos ao sair de um terreiro de umbanda. A cena foi substituída por um atropelamento. Trata-se de mais um indício de que ela sempre tenta inserir os evangélicos como os propagadores da intolerância religiosa.

Além das novelas, o repúdio aos evangélicos são feitos em outros programas da emissora. O humorístico Tá no Ar, em 2015, debochou dos evangélicos e da Universal em um episódio em que um locutor vendia um DVD infantil que trazia a “Galinha Convertidinha”, fazendo alusão ao personagem “Galinha Pintadinha”. No esquete, a personagem usava saia, camisa, óculos e um coque e cantava a canção: “Ir pro inferno é fogo/ A verdade é Universal/ Cuidado com a hora do Juízo Final”.

Um outro personagem era a “Ovelhinha de Jesus”, que aparecia acompanhada do jingle: “Joaquim tava incorporado/ Recebeu um santo/ Credo, tá amarrado!/ Foi meu pastor que disse assim/ Fora desse corpo seu exu mirim”.

O colunista Ricardo Feltrin escreveu no portal UOL, em 20 de fevereiro de 2012, que o programa Tá no Ar fez um deboche explícito aos evangélicos: “Nunca um programa da emissora debochou tanto de religiões e, especialmente, da figura dos evangélicos e seus pastores”.

Ele apontou que o programa usou uma linguagem mais forte do que os episódios antigos da atração. “A diferença, porém, está no tom, que dessa vez foi bem mais aberto (ou mais pesado)”, escreveu.

A perseguição à fé evangélica se estende também aos veículos impressos do Grupo Globo. Os jornais Extra e O Globo, por exemplo, afrontam o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, por professar uma fé evangélica e ainda ser bispo licenciado da Universal. Enquanto isso, se esquecem de todo o seu trabalho de 12 anos como senador.

Os rótulos a Crivella condicionados à sua fé, e não ao seu cargo público, ficam claros como na matéria que foi publicada no último 29 de novembro no jornal Extra. A notícia visava criticar o fato de a prefeitura não patrocinar um evento festivo da cidade. A manchete tendenciosa dizia: “Sabe a última do bispo? Prefeito corta verba para festa de Iemanjá”.

Antes desse feito sensacionalista, o referido jornal criticou ações sociais realizadas em escolas da capital fluminense ao apontar, em tom pejorativo, que “a fé evangélica entrou nas escolas do Rio”.

Não é de hoje que os jornais do Grupo Globo perseguem políticos por serem evangélicos. A deputada federal Benedita da Silva também já foi alvo de perseguições, principalmente quando foi governadora do Rio de Janeiro. Ela por várias vezes anunciou que veículos da Globo a perseguiam por ela ser uma política “evangélica, negra e mulher”.

Só por interesse?

O número de evangélicos no Brasil não para de crescer. Conforme um levantamento realizado pelo Datafolha no final de 2016, o número chega a 29%, sete pontos percentuais a mais do que o registrado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

A pesquisa também revelou que, entre outubro de 2014 e dezembro de 2016, o número de católicos foi reduzido em pelo menos 9 milhões de fiéis, o equivalente a 6%.

Para não andar na contramão, a Globo se manteve de olho no crescimento dos evangélicos. Há alguns anos a emissora carioca chegou a colocar artistas evangélicos em seus principais programas e até mesmo usou suas músicas em suas novelas. Organizou, ainda, alguns eventos de música gospel, como o Festival Promessas.

Contudo, esse movimento durou pouco tempo, o que revela que se tratou de um interesse apenas comercial por causa da relação da emissora com a gravadora de vários cantores gospel, a Som Livre, como escreveu o colunista Ricardo Feltrin no portal UOL, em 15 de outubro de 2016: “A Som Livre, entre 2010 e 2014, mais que triplicou seu portfólio gospel, e tudo indicava que o estilo começaria a fazer parte da ‘cultura’ musical global. Isso agora é só história, pois o interesse da Globo em música gospel, tudo indica, já acabou.”

Para muitos telespectadores a intenção da Globo é apenas atender aos seus interesses momentâneos, já que continua deturpando a imagem dos evangélicos.

A publicitária Luana Iamonatto (foto ao lado), de 29 anos, sente-se discriminada pela Rede Globo quando sabe que algum programa ridiculariza sua fé. “Colocam os evangélicos como um povo sem cultura, sem conhecimento, sem poder de decisão e manipulável. Como se fôssemos fanáticos, não tivéssemos vida, escolhas e vontade própria.”

Ela considera que a emissora tenta controlar os telespectadores por meio da sua programação. “Para chegar a esse nível de manipulação de massa levou um longo tempo, até perceber que ela tinha nas mãos as armas certas para agredir um povo, mesmo que bastante numeroso, como os evangélicos. Mas o que temos que fazer é não assistir”, afirma.

A cabeleireira Joelma Guedes, de 38 anos, não assiste à Rede Globo há mais de oito anos. “Tomei essa decisão por que não posso compactuar com uma emissora que agride a minha fé.”

Ela aponta que os personagens evangélicos criados em novelas não condizem com as características reais deles. “Sabemos que existem pessoas que passam do controle com as suas crenças, mas nem por isso a Globo precisa criar uma imagem de algo com tamanha crueldade. O meu sentimento maior é de indignação em ver tanta mentira contada como se fosse verdade, agredindo pessoas e igrejas que não fazem mal a ninguém, mas, ao contrário, proporcionam o bem às pessoas.”

Gleybson Fernando de Carvalho, de 37 anos, também compartilha do mesmo ponto de vista. Há cerca de 20 anos ele não assiste à programação da Rede Globo por considerá-la agressiva com os evangélicos. “Muitas informações que vejo não têm sustentação em cima do fato ocorrido. Ela transforma informações para que alguma coisa ou instituição seja privilegiada, por exemplo.”

Ele estende sua opinião a outros veículos do Grupo Globo, como jornais, por exemplo. “Quando um fato noticiado envolve um evangélico, sendo ele uma figura pública, pronto. Esse tipo de imprensa cai em cima e o fato toma proporções muito maiores, mentirosas e preconceituosas”, argumenta.

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