20 de novembro: Dia de Reflexão

128 anos após a abolição do escravagismo, a sociedade brasileira é igualitária?



Por Por Andre Batista / Imagem: Fotolia

O despertador toca, você se levanta querendo ficar um pouco mais na cama, escova os dentes e um negro morre no Brasil. Você ferve água para fazer o café, come alguma coisa rápida antes de sair para trabalhar e outro negro morre no Brasil. A caminhada até o ponto de ônibus leva dez minutos, mais dez minutos esperando pela condução e, quando finalmente ela chega, mais um negro já morreu no Brasil. Você não viu nenhum desses três mortos e, provavelmente, não verá mortos pelo resto do dia. Mas, até que seu despertador toque na manhã seguinte, mais 60 jovens negros terão sido assassinados no País.

Todas essas mortes passam praticamente despercebidas, mas são reais. De acordo com a CPI do Senado sobre o Assassinato de Jovens, realizada em 2016, a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado em nosso País. São 63 por dia, mais de 23.100 por ano.

Já o Atlas da Violência 2017, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta que os negros estão mais sujeitos à violência no Brasil. Entre 2005 e 2015 a taxa de homicídios por 100 mil habitantes subiu 18,2% entre os negros. No mesmo período, essa mesma taxa decresceu 12,2% entre os não-negros. Isso significa que, atualmente, a cada 100 pessoas assassinadas no Brasil, 71 são negras.

“Não apenas temos um triste legado histórico de discriminação pela cor da pele do indivíduo, mas, do ponto de vista da violência letal, temos uma ferida aberta que veio se agravando nos últimos anos”, lamenta o estudo.

Questões para reflexão

A violência relatada acima não é o único item que merece reflexão da sociedade brasileira. Muitos outros números de nossa sociedade também demonstram a segregação racial existente no país. Veja, por exemplo, os gráficos abaixo sobre a situação dos presídios em 2017:

É evidente que, embora a população brasileira tenha quase a mesma quantidade de brancos e negros, os negros são maioria nos presídios. É mais um dado apontando que a população de pele escura no Brasil está mais sujeita à violência na sociedade brasileira.

A quantidade de pessoas negras que moram em bairros menos desenvolvidos socioeconomicamente também é maior, assim como os que possuem menor índice de escolaridade.

Se a discriminação racial evidente é depreciada por muitos brasileiros, a discriminação enraizada em nossa cultura segue a todo vapor. Está nos táxis que não param quando negros dão o sinal, nas boas oportunidades de emprego que dão preferência aos brancos, nos guardas de supermercado que seguem negros pelos corredores para garantir que não roubem nada… Enfim, o racismo é uma doença que ainda afeta – e muito – a nossa sociedade.

E é para isso que existe o Dia da Consciência Negra. A Lei 10.639 institui 20 de novembro como data para refletir sobre a integração racial no Brasil. Embora o escravagismo tenha sido abolido em 1889, 128 anos atrás, a segregação ainda prejudica milhões de pessoas.

O racismo é, inclusive, contra a Palavra do Senhor, que afirma:

Deus não faz acepção de pessoas; Mas que Lhe é agradável aquele que, em qualquer nação, O teme e faz o que é justo Atos 10.34:35

Em 20 de novembro de 1695, o guerreiro Zumbi dos Palmares foi assassinado por lutar contra a opressão dos brancos sobre os negros. Hoje, 322 anos após sua morte, o Portal Universal.org convida você, leitor, a refletir: Ainda hoje essa opressão existe? A luta de Zumbi e Dandara dos Palmares chegou ao fim?

A sociedade brasileira está pronta para progredir?

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