Criança é induzida a beijar em seriado

Entenda como cenas que adultizam crianças podem ser prejudiciais para a família



Por Por Andre Batista / Imagem: Reprodução Youtube e Demétrio Koch

O silêncio constrangido da jovem atriz Sadie Sink não fez com que os diretores do seriado “Stranger Things” mudassem de ideia. Ela teria mesmo de beijar seu companheiro de cena, Caleb McLaughlin.

Sadie tem apenas 15 anos de idade e, no dia anterior, de acordo com as palavras do diretor Ross Duffer, “surtou ao saber que filmaria uma cena de beijo”.

“Isso não estava no roteiro”, declarou Sadie posteriormente. “Eu não queria que nosso primeiro beijo fosse na frente de tanta gente e dos pais e da multidão e da minha mãe”.

A declaração foi feita ao programa “O Universo Stranger Things” e repercutiu muito negativamente. Isso porque, durante esse mesmo programa, o diretor Ross Duffer confirmou que a cena não estava prevista e a ideia surgiu como uma “brincadeira”.

Tudo começou quando a equipe se preparava para filmar um baile de inverno, tradicional evento nas escolas dos Estados Unidos. Em muitos filmes e seriados, esse baile é o momento para o beijo do casal principal. O caso é: em Stranger Things, o casal protagonista é outro e as duas crianças (de 14 e 13 anos de idade) já haviam concordado e se preparado para o beijo.

Quando Sadie chegou ao estúdio, Ross perguntou se ela já estaria pronta para a cena do beijo e foi aí que ela “reagiu tão fortemente quanto a isso e eu estava apenas brincando”, contou Ross. Ele afirmou que Sadie “ficou tão enlouquecida que eu disse: agora você vai ter que fazer”.

“Durante o dia inteiro eu fiquei estressada”, declarou Sadie. Mesmo assim, a cena foi filmada e transmitida para milhões de pessoas.

Adultos precoces

A empresa que produz o seriado “Stranger Things” trabalha exclusivamente na internet. Por isso, o grande número de críticas dos internautas após a entrevista de Sadie Sink e Ross Duffer gerou desconforto na empresa. Alguns dias após fazer aquelas declarações, Sadie disse ao site The Wrap que tudo foi um mal-entendido:

“Nunca me opus ou me senti forçada a fazer isso. Sempre me senti confortável. Os [diretores] irmãos Duffer fazem o melhor trabalho e sempre criam um ambiente confortável. E se eu tivesse me sentido desconfortável com qualquer coisa, não teria feito”.

Tendo sido orientada pela empresa ou não a afirmar isso, o fato é que, em uma cena de 30 segundos, quatro crianças (de 13, 14, 15 e 16 anos) trocaram beijos que foram transmitidos para o mundo.

Muitas pessoas vão pensar: “foram beijos inocentes, cenas que são transmitidas todos os dias em vários canais de televisão, filmes e novelas”. O fato de ser corriqueiro, porém, não torna correta essa exposição desnecessária das crianças.

“O fácil acesso à informação é um grande avanço da humanidade, hoje podemos saber de fatos do outro lado do mundo quase que instantaneamente”, declarou o pastor Walber Barboza, responsável pelo projeto “Namoro Blindado nas escolas”. “Mas, ao mesmo tempo, vemos um processo quase que inevitável de ‘adultização’ de nossas crianças, exatamente por esta superexposição às informações”.

De acordo com o pastor, “programas, filmes, novelas, séries… trazem uma proposta de que o jovem tem que ‘experimentar’, conhecer de tudo, para depois escolher o que quer. Erroneamente, querem converter a humanidade em um laboratório de horrores, onde, as pessoas têm que passar por certas situações, simplesmente porque ‘têm’ que provar”.

De acordo com as afirmações iniciais de Sadie Sink e Ross Duffer foi exatamente isso o que aconteceu. A atriz não aceitou fazer a cena e, por isso, Ross decidiu que ela teria de fazer de qualquer jeito.

Indiretamente, ao transmitir essas imagens para o público infantil e adolescente, ele influencia outras crianças a agirem da mesma forma. Por isso os pais devem estar sempre inteirados sobre tudo o que seus filhos assistem.

“Nós pais, em primeiro lugar, devemos assumir o nosso papel de ser a referência para nossos filhos, mostrando o exemplo através de nossa conduta. Além disso, orientá-los para que saibam claramente onde podem chegar, e que não precisam experimentar algo que já sabem que é ruim. Ninguém precisa tomar veneno para saber que mata”, esclarece o pastor Walber.

O pastor ainda explica que, “quando se trata de vida amorosa, vemos a verdadeiras bizarrices nos conteúdos de TV e cinema, jovens que se iniciam cada vez mais cedo no envolvimento amoroso e até sexual”. Esse foi exatamente o tema do programa Fala Que Eu Te Escuto do último dia 15, na Record TV. Assista a íntegra do programa no vídeo abaixo:

Se os pais não forem presentes nesse aspecto da vida de seus filhos, podem acabar permitindo que eles sofram pela “adultização” precoce desnecessariamente.

“O livro Namoro Blindado, aborda, de uma maneira prática e eficaz, tudo o que precisamos passar aos nossos filhos, e assim saberem tomar suas decisões sem a necessidade de seguir um modelo que a sociedade tenta impor”, conclui o bispo.

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