Universal transforma vidas dentro e fora dos presídios brasileiros

Há 30 anos, grupo de voluntários realiza trabalho social e de evangelização com detentos e seus familiares. Saiba mais



Por Por Michele Roza / Fotos: Universal e Reprodução Facebook

A maior rebelião com registro de mortos do sistema prisional brasileiro ainda é o chamado Massacre do Carandiru, que ocorreu em São Paulo no ano de 1992, quando forças policiais invadiram o local para conter um conflito no pavilhão 9 da cadeia. Cento e 11 presos foram mortos pelos policiais.

Vinte e cinco anos depois, os massacres nos presídios voltaram a ser destaque nas mídias de todo o Brasil e também na imprensa internacional. O estopim foi a rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, capital do Amazonas, que deixou 56 detentos mortos em um curto período de horas, do início da tarde do dia 1º de janeiro de 2017 até às 7 da manhã do dia seguinte. Só que, nesse e nos outros conflitos que se seguiram, os presos foram assassinados por outros presos.

Os conflitos nas prisões, ligados à guerra entre facções criminosas, despontaram pelo País, em pelo menos nove estados (Alagoas, Amazonas, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Norte e Roraima), contabilizando mais de 130 presos mortos.

Uma das maiores populações carcerárias do mundo

O sistema penitenciário brasileiro apresenta diversos problemas que colaboram para insuflar os conflitos dentro dos presídios, como a superpopulação carcerária, número reduzido de agentes penitenciários por unidade prisional — comprometendo a segurança deles próprios e dos detentos —, mínimas condições de higiene e o controle dos presídios por facções criminosas.

O Brasil superou a marca de 620 mil detentos, o que torna o País o quarto no ranking das maiores populações prisionais do mundo, segundo a organização não governamental (ONG) Centro Internacional para Estudos Prisionais (ICPS, na sigla em inglês). Além disso, dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostram que um em cada quatro condenados reincide no crime.

Universal nos Presídios

Em contrapartida a esses números alarmantes, mais de 8 mil voluntários do grupo Universal nos Presídios (UNP) realizam um trabalho social e de evangelização com o intuito de levar auxílio espiritual, moral e apoio material que atenda às necessidades básicas, não apenas dos detentos e detentas, mas também dos seus familiares e de agentes penitenciários.

“Diante desses fatos terríveis que o Brasil vem acompanhando nos presídios, estamos nos empenhando ao máximo para poder levar esse trabalho social e, principalmente, espiritual a todos os presos, os familiares deles e os agentes penitenciários, pois a insegurança também é grande por parte deles. Mesmo durante esse mês de rebeliões, mobilizamos pastores, obreiros voluntários e evangelistas de todo o País. Estivemos visitando os presídios, conversando com os presos e oferecendo todo tipo de assistência às famílias”, explica o bispo Eduardo Guilherme, responsável pelo trabalho do UNP em todo o Brasil.

Há mais de 30 anos transformando vidas

Os voluntários, pastores e bispos levam fé e motivação aos encarcerados por meio da Palavra de Deus. Também doam publicações cristãs, exemplares da Bíblia e distribuem diversos artigos de higiene, por exemplo. E esse trabalho, realizado há mais de 30 anos, vem provocando mudanças de comportamento fundamentais entre os detentos.

Exemplo dessa transformação de vida é o hoje pastor Marcos Datri (na foto acima, dentro da piscina, durante batismo de presos nas águas), que é responsável pelo trabalho do grupo UNP na região do Brás (zona leste da capital paulista). Ele, que ficou preso por 10 anos e passou por várias casas de detenção, viveu na pele a angústia de estar no meio não apenas de uma, mas de 15 rebeliões, e presenciou a morte de outros presos.

Tudo começou a mudar em sua vida quando, dentro do cárcere, conheceu a Palavra de Deus, por meio de voluntários da Universal, e passou a ajudar no trabalho da Igreja, tornando-se obreiro ainda quando estava preso. Em liberdade, em 2013 foi consagrado a pastor para pregar o Evangelho dentro das prisões.

Veja no vídeo abaixo o depoimento do pastor Marcos Datri:

UNP em números

Em 2016, as ações do programa Universal nos Presídios beneficiaram mais de 498 mil detentos e jovens internos, número que se refere a 80% da população carcerária do País.

Eles receberam doações de livros e Bíblias (301 mil); exemplares do jornal Folha Universal (968 mil) e do Hora da Mudança (129 mil); kits de higiene (27 mil); roupas; cestas básicas; e brinquedos (21 mil); além de assistirem à sessões do filme “Os Dez Mandamentos” (53 mil), numa ação inédita em diversos presídios brasileiros.

O apoio do programa também se estendeu a 340 mil familiares de encarcerados, com cafés da manhã oferecidos gratuitamente nas portas dos presídios nos dias de visitação, bem como assistência jurídica e social. Além disso, as famílias recebem visitas domiciliares dos evangelizadores. Só ano passado, foram mais de 8,4 mil visitas.

O objetivo do trabalho do grupo Universal nos Presídios é levar a Palavra de Deus e mostrar o caminho para a verdadeira liberdade. Se você quer fazer parte do grupo como voluntário, visite a igreja mais próxima de você e converse com o pastor ou bispo responsável.

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