Como empresários falidos reverteram a situação

As crises financeiras são as principais causas de suicídio no mundo. Conheça histórias de pessoas que perderam tudo e aprenderam como recomeçar do zero



Por Por Ana Carolina Cury / Fotos: Fotolia, Demetrio Koch e Marcelo Alves / Arte: Edi Edson

Eram 7 horas da manhã do dia 21 de junho de 2016. Era o começo do expediente para milhares de pessoas, mas para os funcionários de uma empresa de sofás de Rio Claro, interior de São Paulo, não seria um dia qualquer. Ao chegar ao trabalho, eles encontraram o chefe, Luís Antônio Scussolino, pendurado com uma corda no pescoço no meio do galpão da fábrica. A Polícia Civil registrou o caso como suicídio.

Luís passava por uma fase difícil nos negócios em razão da crise pela qual passa o País, queda nas vendas e, consequentemente, demissão de funcionários. Uma semana antes de pôr fim à própria vida, ele havia demitido mais de 220 pessoas. Medo, tristeza e decepção aparentemente rodeavam a mente dele. Sentimentos que também fazem parte da vida de muitos empreendedores.

Para Tabatha Moraes, coach e especialista em desenvolvimento humano, as dificuldades empresariais influenciam diretamente nas emoções. “Isso afeta o poder de decisão e, muitas vezes, impede que se tenha clareza na hora de encontrar soluções, como inovar ou criar parcerias estratégias. Em menos de dois anos, cerca de 750 mil empresas fecharam as portas no País”, informa.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 800 mil pessoas cometem suicídio no mundo e o Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking. As principais causas são perda do emprego ou falência financeira. Para a psiquiatra Célia Regina Pessanha Mendes, esse dado é alarmante. “Há diversos registros históricos que relacionam o aumento de suicídio às épocas de crise. Na Grande Depressão nos Estados Unidos, por exemplo, muitas empresas faliram e muitas pessoas se suicidaram. Vivemos esse momento atualmente. Sabemos que a economia está em crise”, analisa a especialista.

Eles quase desistiram

Tirar a própria vida e dos familiares por causa das perdas materiais era um pensamento constante do empresário Claudio Lorenço Nunes, de 52 anos. (foto ao lado) Antes de chegar a esse ponto, ele tinha uma vida bem-sucedida. Aos 24 anos, se tornou empreendedor e, com a esposa, Adriana Abreu Nunes, de 51 anos, também empresária, abriu um ateliê de artes plásticas.

“Nossa loja cresceu muito em quatro anos e montamos mais duas. Morávamos em um condomínio de alto padrão, possuíamos carros de luxo, motorista, empregadas domésticas e babá para o meu filho que estudava na melhor escola da região. Uma vida de fartura”, lembra.

Mas, em função de uma crise, os parceiros romperam contratos e eles perderam todas as empresas e bens que tinham. Para Lorenço, aquela situação era inaceitável. “Tive que demitir todos os funcionários. Ali foi nosso fundo de poço. Em uma madrugada, eu e minha esposa planejamos que mataríamos nossos filhos e, em seguida, eu a mataria e depois cometeria suicídio. Afinal, o que faria um homem derrotado? Amaldiçoei o dia em que nasci”, relata.

Ao acordar, ele conta que fez uma oração e pediu a Deus que se houvesse outra saída que Ele mostrasse naquele momento. “Decidi sair para andar um pouco e pensar em tudo. Me deparei com uma igreja e entrei. Nem havia reparado o nome da instituição. Um pastor veio conversar comigo e me explicou o que estava acontecendo na minha vida. Saí de lá diferente, nada tinha mudado na situação, mas mudado em meu interior”, afirma o empreendedor.

Ao ver que o marido estava com o semblante diferente, Adriana quis ir com ele àquele lugar. “Foi assim que chegamos ao Congresso para o Sucesso. Estávamos sedentos por uma mudança e, por meio das palestras, aprendemos dicas que pouco a pouco nos ajudaram a reerguer nossa vida financeira”, diz a empresária.

Há oito anos eles têm uma nova vida. “Hoje nossa empresa é referencial no mercado financeiro, na área de empréstimos para os principais bancos do País. Crescemos a cada ano, nunca paramos de contratar e a crise anunciada e vivida pelo País não nos afeta em nada”, orgulha-se Lorenço.

O casal concluiu que, para que a mudança aconteça, é preciso vencer os problemas com humildade e fé. “Para quem um dia amaldiçoou o dia em que nasceu, descobri que ninguém tem a escolha de nascer ou não neste mundo, mas o Altar de Deus nos dá a oportunidade de escolher como queremos viver”, completa o empresário.

A resposta

Ter uma vida de sucesso e de um dia para o outro se ver sem nada de fato é algo difícil para uma família. Para o bispo Rogério Formigoni, palestrante do Congresso para o Sucesso, é nos momentos de perdas financeiras que a pessoa se sente só. “Quando você tem dinheiro, tem amigos. Quando o dinheiro acaba, ninguém o atende, quer falar com você ou sair com você. Antes, o gerente do banco vivia ligando para você e agora não aparece mais. Você não viaja mais para onde gostaria, não vive seus sonhos”, comenta.

Contudo, Formigoni ressalta que é preciso reagir em meio ao desespero e não deixar que a exclusão social influencie o aspecto emocional. “Quando a gente fala de riqueza, não interessa se o país está em crise, afundando, não interessa onde você está. Porque não é o lugar que faz você, mas você que faz o lugar, ou seja, se você exercitar a fé, você será a diferença. E aqui no Congresso você encontra o sucesso que vem das mãos de Deus”, aconselha.

Os empresários Júlio Colozza Hoffmann, de 57 anos, e Lucélia Hoffmann, de 53 anos, (foto ao lado) creram nessa palavra quando não tinham mais esperança de vencer profissionalmente. “Eu estava falido. Vendo isso, minha irmã me convidou para assistir a uma palestra. Eu e a Lucélia fomos de coração aberto, estávamos aflitos, em busca de uma transformação”, recorda.

Dono de seu próprio negócio desde os 18 anos, Júlio viu todos os seus projetos desmoronarem. “Os problemas apareceram em 1996. Não tinha apenas uma empresa, mas várias: lanchonete, loja de venda de veículos, de joias, entre outras. Numa tentativa de investimento, perdi tudo”, diz.

Do luxo à miséria

Lucélia, que dizia sim para tudo que os filhos pediam, teve que começar a negar. “Eles tiveram que ir estudar em escola pública e não se adaptavam. Sem renda, chegamos a ponto de praticamente não ter o que comer. Estava triste, mas me mantive ao lado do meu esposo passando força. Pedia muito uma nova chance a Deus”, lembra.

Eles dizem que encontraram a oportunidade de recomeçar na primeira palestra que participaram. “Comecei a ir ao Congresso e aprendi a lutar com novas ferramentas que me foram apresentadas. Voltei a trabalhar como funcionário, ganhava apenas R$ 700, mas a cada dia novas vitorias aconteciam. Hoje trabalhamos no ramo de instrumentos de medição de engenharia de ar-condicionado”, afirma. E Lucélia acrescenta que “mais importante que o sucesso profissional é saber que estamos fortes porque temos a Deus”.

Recalcule a rota e siga em frente

Segundo uma pesquisa da ONU realizada em três continentes, empreendedores de sucesso tendem a acertar o alvo apenas na terceira tentativa – quebraram ou desistiram nas duas oportunidades anteriores. “Por isso, não se vitimizar, levantar a cabeça e buscar inspiração em exemplos de pessoas que deram a volta por cima é o primeiro passo para quem deseja vencer as lutas financeiras”, conclui a coach e especialista Tabatha Moraes.

Platão, filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga, já dizia que “aprender é mudar posturas”. Por isso, vencer os obstáculos é uma questão de escolha. Se decidir continuar fazendo as mesmas coisas, terá os mesmos resultados; se optar por mudar hábitos e posturas, como orienta o filósofo, a tendência é que a mudança se instale em todas as áreas da sua vida.

Quer aprender a enfrentar as dificuldades do mercado de trabalho e se tornar uma pessoa vencedora? Então, não perca o Congresso Para o Sucesso, que acontece às segundas-feiras, no Templo de Salomão. Para encontrar uma Universal mais próxima de você, acesse www.universal.org/enderecos.

Caso queira adquirir o livro “50 Tons Para o Sucesso”, que contém dicas para a vida profissional e financeira, acesse o Arca Center, clicando aqui.

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