Espontaneidade do sacrifício



Por Por bispo Edir Macedo (*) / Foto: Thinkstock

Não há como falar sobre sacrifício sem mencionar a sua espontaneidade. Se existe alguma obrigação no sacrifício, essa deve ser exclusivamente imposta pela fé do sacrificante, sem a interferência de terceiros. O sacrifício deve ser tão espontâneo quanto a fé. O Altar de Deus é o único lugar separado para esse tipo de oferta. Os Montes Sinai, Carmelo Calvário e Moriá, além dos Montes das Oliveiras e da Transfiguração, entre outros, foram usados no passado como referenciais do relacionamento verdadeiro entre o Senhor Jesus e os heróis da fé. Cada um destes heróis teve um determinado monte ligado à sua vida:

Abraão está ligado ao Monte Moriá, que também é chamado de “O Senhor Proverá”, porque foi lá que ele ofereceu o seu filho, Isaque, como sacrifício.

Moisés está ligado ao Monte Sinai. Foi neste lugar que ele se rendeu à chamada de Deus.

No Monte Hor, Moisés retirou a vestimenta sacerdotal de Arão e a colocou em seu filho para substituí-lo. Também foi lá que ele morreu e foi sepultado, por ordem de Deus.

No Monte Gerizim, Moisés ordenou que fosse pronunciada a bênção, e no Monte Ebal, a maldição (Deuteronômio 11.29).

No Monte Ebal, Josué edificou um Altar ao Senhor (Josué 8.30).

Davi está ligado ao Monte Moriá, porque lá estava a eira de Araúna, na qual ofereceu sacrifícios que interromperam a praga em Israel.

Salomão edificou o templo do Senhor no Monte Moriá.

O profeta Elias está ligado aos montes Carmelo e Sinai. No primeiro ele desafiou os profetas de Baal, e no segundo encontrou refúgio quando fugiu de Jezabel.

O ministério terreno do Senhor Jesus está marcado pelos seguintes montes: Oliveiras, Transfiguração, Bem-aventuranças e, finalmente, o Calvário, no qual foi sacrificado. A sua ligação ao Monte de Sião diz respeito ao dia em que o Senhor Jesus glorificado estará com os 144 mil (Apocalipse 14.1).

Os heróis da Bíblia subiram montes e montanhas para expressar a sua fé extraordinária no Deus Vivo por meio de sacrifícios. Para eles, os montes e montanhas serviram como altares naturais para a materialização da própria fé que os estimulou na escalada.

Portanto, a fé, como brasa viva no interior de cada ser, impõe atitudes que a razão não explica. Daí a certeza da necessidade de o sacrifício ser pessoal e feito por livre e espontânea vontade.

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(*) Texto retirado do livro “Mensagens do bispo Macedo”

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