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Os homens também mudaram?

Muito se fala das mulheres, mas, e eles? Onde estão os cavalheiros e amantes à moda antiga?

“O que está acontecendo com os homens?” – pergunta uma amiga à outra. “Cadê aquele parceiro adorável, cordial, fiel, amigo, provedor, herói, amoroso, cavalheiro e sincero?”

“Está cada vez mais raro encontrar”, diz a amiga, em resposta.

O jornalista carioca Douglas Cunha, de 53 anos, tem a sua teoria. “O romantismo está perdendo lugar para o superficial, o agora, o ‘ficar’. Muitos relacionamentos valorizam o presente e não o futuro. Com o passar dos anos, novas ‘culturas’ são impostas aos mais jovens e nem sempre o que lhes é informado é saudável. Mesmo assim, o homem cuidador, protetor, tem resistido a isso tudo”, diz.

Será? Apesar de ele sentir na pele a mudança ocorrida nos últimos anos, Douglas é otimista e acredita que o homem à moda antiga ainda existe sim.

Mas, o que teria acontecido com ele? Por que é cada vez mais raro encontrar homens tidos como heróis, fieis e dotados de tantos adjetivos nos últimos tempos?

Seria a mulher a única que mudou nas últimas décadas?

Douglas acredita que não. “Não são apenas as mulheres que mudaram, eles também estão diferentes. Há quanto tempo não vemos casais de mãos dadas pelas ruas? E a gentileza, então? Na hora de subir num ônibus, no trem, enfim, numa fila, onde ela está? Na minha opinião, o amor nunca sairá de moda, mas o romantismo, sufocado pelo materialismo, está diminuindo sim, e muito!”, argumenta.

Inversão de valores

Para o economista Jorge Silva, de 45 anos, casado e pai de uma filha, um dos maiores problemas está na desvalorização em massa de ambos: tanto dos homens como das mulheres.

“Hoje em dia há uma inversão de valores, uma confusão do que é certo e errado, até porque o que é certo se tornou errado e vice-versa. Aí ninguém se entende direito, não há uma ordem nos relacionamentos; as pessoas têm avançado quando deviam ficar paradas; o homem não respeita a mulher que, por sua vez, em muitos casos, também não o respeita. Enfim, as relações humanas estão muito depreciadas. Falta Deus no coração dessas pessoas”, pontuou.

Para Sérgio Santana, de 30 anos, solteiro e morador da capital paulista, as mudanças são inevitáveis e sempre fizeram parte da vida e, consequentemente, das novas gerações que surgem.

“Entretanto, eu acredito que este homem em questão existe sim, ainda que em minoria. E acredito que ‘vive’ e está na raiz de cada um de nós, afinal, todo homem, em sua essência, quer proteger, cuidar e ter o melhor para oferecer”, ressalta.

Processo de extinção

Para o administrador Antonio Silva, de 40 anos, o homem mudou muito nos últimos 30 anos, e hoje achar alguém com as características citadas está bem difícil. E ele brinca: “São como os dinossauros, em processo de extinção.”

Infelizmente, continua ele, o homem de hoje deixou de cultivar os bons hábitos masculinos. “Percebo que a nova geração está ficando cada vez menos comprometida com os valores da vida e da família. Por isso o alto índice de mulheres sérias e solteiras, que tentam e não conseguem alguém que as mereça. Penso que isso se dá, também, pela desvalorização da mulher, que no ímpeto de conquistar direitos iguais aos dos homens foram, aos poucos, deixando de lado o cultivo dos bons hábitos femininos também!”, destaca.

Para ele, o homem busca no sexo oposto aquilo que lhe falta. “Mas se oposto quer ser igual a ele, penso que sobra uma lacuna nessa busca, que só tem aumentando a cada dia”, justifica.

IntelliMen

O que fazer diante disso tudo? Lamentar? Chorar e não fazer absolutamente nada para mudar esse quadro?

Que tal ser melhor, fazer a diferença, se aperfeiçoar e aprender a tirar proveito da própria história e ainda passar experiências a outros homens? Foi exatamente com esse objetivo que o projeto IntelliMen foi criado, ou seja, com a intenção de direcionar exclusivamente homens interessados em ser diferentes, dotados de atitudes de caráter.

Idealizado e criado pelo bispo Renato Cardoso, apresentador do programa “The Love School – A Escola do Amor”, o projeto prioriza formar homens melhores, de todas as idades, seja no caráter, saúde, finanças, família, nos âmbitos intelectual e espiritual ou em qualquer outra área da vida.

O projeto está no ar desde 1º de janeiro. Segundo o manifesto, divulgado na página do bispo, o nome é a junção de duas palavras em inglês: intelligent (inteligente) e men (homens), porque engloba todo o objetivo do projeto, que é "formar homens inteligentes e melhores em tudo".

Qualquer homem pode participar, com a condição de ler todo o manifesto e depois curtir a página do IntelliMen no Facebook e seguir no Twitter, para saber quais serão os desafios semanais.

Mais informações: http://www.renatocardoso.com/blog/intellimen/

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