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Carta à igreja em Tiatira - 2ª parte

Os nascidos de Deus tomam cuidado com o pecado

O pecado nunca pode ser justificado, perdoado ou mesmo encoberto por boas obras, por mais lindas e importantes que sejam! Mas, infelizmente, isto é o que muitos têm tentado fazer dentro da Igreja do nosso Senhor.

Tais pessoas têm se dedicado intensamente à Obra de Deus, tentando levar a salvação aos outros, esquecendo-se de cuidarem de si mesmas.

E por apresentarem tanta dedicação, pensam que o fato de fazerem algo para Deus as torna superiores às demais, e, consequentemente, merecem alguma coisa a mais.

E é por aí que o orgulho entra no coração de muitos que se dizem servos, fazendo-os acreditar no seu próprio valor e que são senhores de si mesmos.

Mas quem pode ser esta mulher, "Jezabel"? Seria literalmente uma mulher profetisa, que ao mesmo tempo em que ensinava também seduzia os homens de Deus, para que praticassem a prostituição e comessem coisas sacrificadas aos ídolos?

Ora, é muitíssimo improvável que aqueles que tinham obras como amor, fé e perseverança pudessem se deixar levar por pecados tão grotescos e abomináveis como esses. Até porque aqueles que são nascidos de Deus normalmente têm tido o maior cuidado com esses tipos de pecados.

Não, não cremos que Jezabel possa ser literalmente uma mulher, mas sim que representa uma situação, um sistema, uma doutrina ou mesmo uma conduta diabólica dentro da igreja, capaz de colocar em risco todo o seu trabalho espiritual.

No Apocalipse aparece quatro vezes a representação simbólica e profética de uma mulher, tanto no sentido positivo quanto no negativo. No sentido positivo, temos:

"Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas às bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou." Apocalipse 19.7

"Então, veio um dos sete anjos que têm as sete taças cheias dos últimos sete flagelos e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro." Apocalipse 21.9

É a própria Igreja do Senhor Jesus. Vemos também: "Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça." Apocalipse 12.1

É Israel em seu significado, no plano de salvação; o remanescente, que é salvo através da Grande Tribulação. A representação simbolicamente negativa é:  

"Veio um dos sete anjos que têm as sete taças e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas, com quem se prostituíram os reis da terra; e, com o vinho de sua devassidão, foi que se embebedaram os que habitam na terra.

Transportou-me o anjo, em espírito, a um deserto e vi uma mulher montada numa besta escarlate, besta repleta de nomes de blasfêmia, com sete cabeças e dez chifres.

Achava-se a mulher vestida de púrpura e de escarlata, adornada de ouro, de pedras preciosas e de pérolas, tendo na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e com as imundícias da sua prostituição." Apocalipse 17.1-4

Cremos que "a grande meretriz" é uma figura da apóstata Igreja desses últimos tempos, comprometida com o ecumenismo, prostituída com a política, fazendo alianças e se contaminando cada vez mais com os que têm poder econômico ou político.

Ora, não seria isso um envolvimento maior com a razão do que com a fé? As vantagens que o mundo oferece para a Igreja, que vive pela fé, de repente são uma armadilha "jezabélica".

Sim, porque ao mesmo tempo em que a Igreja se agarra às facilidades oferecidas, deixa de depender de Deus. Assim sendo, a fé, a esperança e o amor passam a ficar em segundo plano.

A Igreja fica sujeita à esperteza dos compromissos mundanos, corrompendo os princípios morais e espirituais dos servos que a compõem.

E não será isso Jezabel induzindo os servos de Deus à prostituição espiritual e a comer das iguarias dos governantes deste mundo?

Quando o Senhor Jesus faz referência a Jezabel, é para que consideremos a história da vida dela em relação a Israel, e, a partir daí, possamos ter uma ideia do perigo que ela representa, não somente para a Igreja em si, mas para cada cristão.

Jezabel havia sido criada em Tiro, uma cidade portuária fenícia. Seu pai, Etbaal, era rei e fazia sacrifícios a Baal. Era também sacerdote de Astarote, considerada deusa da fertilidade e da guerra (Juízes 10.6; 1 Reis 11.5). No tempo do profeta Jeremias, muitas mulheres de Judá adoravam Astarote com o nome de "Rainha dos Céus".

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