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Separação dos pais: impacto para os filhos

Você diz que já fez de tudo pelo relacionamento, mas será que não falta alguma coisa?

Ninguém se casa para, tempos depois, se separar. Mas, infelizmente, é cada vez mais frequente o número de separações. Quando apenas dois adultos estão envolvidos na situação, apesar de doloroso, o problema tende a se resolver com o tempo e com a maturidade que lhes cabe. Porém, quando há filhos no meio, a situação se torna bem mais complicada.

Quando há essa ruptura, independentemente da idade, a criança sofre. Por mais que os pais sejam cautelosos nessa hora, tudo muda dentro de casa, inclusive a rotina a que ela estava habituada, gerando uma série de incertezas.

Sobre isso, o psicólogo Wilson Montiel deixa bem clara a necessidade de os pais (ambos, mesmo separados) não permitirem que a criança saia dessa rotina, pois isso causa muita insegurança.

“Uma separação promove muitas incertezas, contudo, a fim de poupar a criança, o casal deve preservá-la das brigas verbais e dos confrontos agressivos. Se acontecerem desentendimentos, pensem antes de tudo que ali se encontra o fruto do seu sangue, que aquele rebento carrega uma parte de você neste mundo. Então, ofereçam amor e apoio aos seus filhos”, orienta.

Superar qualquer orgulho, vaidade ou mágoa é essencial nesse momento. “Busquem essa posição madura e fortalecida para continuar a criação dos filhos. Se necessário for, procurem mediar o conflito com um especialista, a exemplo de um psicólogo, advogado, ou mesmo na própria escola onde seu filho estuda, enfim, usem de humor e leveza, a fim de dar continuidade ao amadurecimento dos seus filhos.” 

Como os pequenos se sentem

Se você pensa que, pelo fato de a criança ser pequenina, ela não “compreende” tudo ao seu redor, bem como a situação conflitante pela qual os pais estão passando, não se engane: ela pode não entender a dinâmica dos fatos, mas percebe, facilmente, que algo está errado, e fica tensa por isso.

Os menores (bebês) ficam agitados; os maiores, porém, podem voltar a fazer xixi na cama, por exemplo; e os que estão em idade escolar, muitas vezes, começam a apresentar problemas no desenvolvimento ou no próprio comportamento.

O importante é, acima de tudo, ajudar – com a maior paciência do mundo – os seus filhos a não embarcarem nos seus problemas. Eles precisam saber o que está acontecendo, sim, até porque não é correto esconder, mas tem de fazer de uma maneira que os prepare para entender a situação.

Para isso, contudo, é preciso saber como proceder em cada idade da criança, pois cada fase pede um cuidado diferente na hora de abordar o assunto.

Quanto menor a criança, mais frágil ela fica ao se deparar com a separação, isso porque, em seus primeiros meses de vida, a mãe é tudo o que ela tem. Se a mãe não está bem, reflete diretamente em na vida do bebê, ou seja, essa criança acaba absorvendo tudo o que acontece ao seu redor.

Logo, algumas mudanças no seu dia a dia, sem um motivo aparente, podem ser notadas, como dor de barriga, febre, noites mal dormidas, entre outras situações. Quando a criança é maior, os questionamentos surgem: “Onde está o papai?”; “Cadê a mamãe?”; “Vocês brigaram?”; “Ele (a) nunca mais vai aparecer?”

O problema não cessa por aí, a sensação de abandono é bastante comum entre os pequenos e, pior ainda, eles acabam tendo a impressão de que tal problema está acontecendo por culpa deles.

Raiva, choros frequentes, angústias e até mudança no ritmo do sono podem surgir nesse período, fora o medo de ir para a escola e ser “esquecido” por lá.

Na cabecinha deles, fica a insegurança que, da mesma forma que o pai ou a mãe saiu de casa e não vai voltar, assim também acontecerá na escola: “Eles não virão me buscar”, podem pensar os pequenos.

Por isso, é imprescindível uma franca conversa com os mais crescidinhos. Sempre que possível procure reafirmar a eles a condição do pai e da mãe e que, independentemente de ambos não continuarem juntos, eles sempre estarão ali, nunca deixarão de ser os pais.

Deixar a criança externar a tristeza é de suma importância, bem como permitir que ela fale e esboce sentimentos é essencial para superar essa fase.

“O importante é sempre manter o equilíbrio e não deixar de realizar as tarefas cotidianas da criança, Isso envolve atividades extra-curriculares, datas de visitas marcadas (pontuais) entre pais e filhos, babás, perua-escolar, entre tantas outras coisas. Com paciência e amor, tudo se acertará”, destaca Montiel.

Pense antes

Buscar entender o que ocorre entre o casal é imprescindível nessa hora, por isso, será que a separação é, de fato, o melhor caminho a seguir? Nessas horas, antes de qualquer coisa, pai e mãe, ou melhor, marido e esposa devem pensar nos laços que serão desfeitos e nas consequências que, muitas vezes, atitudes impensadas podem causar, e avaliar os pontos negativos que, certamente, surgirão como resultado delas.

Não seria melhor repensar a vida a dois? Tentar dar mais uma chance à família? Quando ocorre uma separação, será que ambos tentaram de 'tudo' realmente?

Muitas vezes, o 'tudo' não foi suficiente e, por isso, raciocinar com a 'cabeça fresca' é o melhor a fazer nesse momento: pelo casal e pelos filhos.

Tente outra vez

Se você diz que já fez de tudo pela relação, mas ainda não tentou a 'Blindagem do Alto', então falta alguma coisa.

Mas, afinal, o que é isso?

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O curso é online e está no ar desde o dia 1º de junho na página: www.renatocardoso.com/blog/2013/05/31/comece-ja-a-blindagem-do-alto.

Para os solteiros, essa é uma oportunidade para aprender como lidar com o parceiro num futuro relacionamento; aos casados, uma forma de fazer a relação ficar ainda melhor, e aos que se encontram com problemas e à beira da separação, ensinamentos imprescíndíveis que mudarão o rumo de suas vidas.

Existem determinadas coisas no relacionamento que só podem ser resolvidas pela razão e não com base em emoções que podem trazer sofrimentos ainda maiores a toda a família. Essa é a proposta da 'Blindagem do Alto', isto é, ensinar os casais sobre como agir e o que fazer para alcançar resultados corretos fundamentados em decisões racionais e não em impulsos e sentimentos.

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