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Aliança de Deus com Israel

A maior importância de uma aliança com Deus não é a certeza de uma vida abundante, mas o relacionamento e comunhão com Ele

No terceiro mês após a saída de Israel do Egito, logo no primeiro dia, o povo hebreu chegou ao deserto do Sinai e acampou ao pé do Monte Sinai. Subindo Moisés ao Monte, o Senhor o chamou e lhe disse:

"Tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águia e vos cheguei a mim. Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel..." Êxodo 19.4-7

A maior importância de uma aliança com Deus não é a certeza de uma vida abundante, mas o relacionamento e comunhão com Ele perpetuamente, através do ministério sacerdotal. O sacerdote é aquele que oferece sacrifícios a Deus, primeiro em favor de si mesmo e depois em favor do povo pelo qual é responsável perante Deus. Ele é como coluna no santuário do Altíssimo, está sempre na presença de Deus. No Antigo Testamento, o sacerdote é mediador entre Deus e o povo.

Sob a lei judaica, antigamente, o sacerdote exercia o seu ministério por toda a vida e a herança dos seus filhos era o sacerdócio. Quando o Senhor Jesus veio, tornou-se o nosso Sumo Sacerdote Eterno, e todos os Seus seguidores, como consequência natural, tornaram-se automaticamente reino de sacerdotes.

Ora, existe uma glória maior que permanecer diante de Deus perpetuamente como Seu sacerdote? A aliança que Deus fez com Seu povo teve a finalidade exclusiva de fazê-lo reino de sacerdotes e nação santa, isto é, separada de todas as demais nações sobre a Terra.

A partir dessa conversa de Deus com Moisés, o Senhor deu-lhe os dez mandamentos e as leis civis e religiosas, assim como, novamente, a promessa da posse da terra de Canaã. Moisés, então, transmitiu todas as palavras de Deus para Israel, conforme ordenança do Senhor:

"Disse também Deus a Moisés: Sobe ao Senhor, tu, e Arão, e Nadabe, e Abiú, e setenta dos anciãos de Israel; e adorai de longe. Só Moisés se chegará ao Senhor; os outros não se chegarão, nem o povo subirá com ele.

Veio, pois, Moisés e referiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos os estatutos; então, todo o povo respondeu a uma voz e disse: Tudo o que falou o Senhor faremos.

Moisés escreveu todas as palavras do Senhor e, tendo-se levantado pela manhã de madrugada, erigiu um altar ao pé do monte e doze colunas, segundo as doze tribos de Israel.

E enviou alguns jovens dos filhos de Israel, os quais ofereceram ao Senhor holocaustos e sacrifícios pacíficos de novilhos. Moisés tomou metade do sangue e o pôs em bacias; e a outra metade aspergiu sobre o altar.

E tomou o Livro da Aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o Senhor faremos e obedeceremos. Então, tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras." Êxodo 24.1-8

Nessa aliança de Deus com o povo de Israel, vemos uma cerimônia totalmente diferente daquela feita com Abrahão, porque, nessa, Deus não passa no meio das partes dos animais; todavia, a metade do sangue deles é espargida sobre o altar, representando a parte de Deus na aliança. A outra metade do sangue é espargida sobre o povo de Israel, porém, somente depois que ele concordou com as regras estabelecidas no livro da aliança, devidamente lido para todos ouvirem.

Este modelo de aliança tem muita semelhança com a Nova Aliança, no sangue do Senhor Jesus, porque assim como aconteceu na sua realização com todos os filhos de Israel, quando certamente todos receberam pelo menos um respingo do sangue dos animais, assim também aconteceu com a aliança feita na cruz do Calvário, que, pela Santa Ceia instituída pelo Senhor Jesus, torna possível a cada cristão a renovação de sua aliança com Deus, ao tomar do cálice com vinho, que representa o sangue vertido por Ele na cruz.

É importante notar que as alianças que Deus fez com o homem vêm acontecendo ao longo da História e sempre dentro de uma sistemática na qual os filhos herdam de seus pais as promessas que Deus lhes fez, renovando sempre a aliança feita anteriormente.

Deus fez aliança com Abraão, renovou-a com seu filho Isaque, em seguida com Jacó, filho de Isaque, e agora com todos os filhos de Jacó. Esta continuidade de renovação da aliança com os descendentes de Abrahão termina no Senhor Jesus, quando Ele mesmo Se apresenta como o Cordeiro de Deus, e, num ato de obediência e fé, dá a sua vida para possibilitar às futuras gerações a chance de ter os mesmos privilégios, e maiores ainda que os descendentes de Abraão.

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