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Criança triste sem razão aparente pode significar depressão

Ela se irrita com facilidade e se sente diferente das outras

A depressão também pode acometer as crianças. Elas demonstram uma tristeza sem razão aparente, diferente daquela corriqueira, que é passageira e não constante. É um sentimento que a deixa abatida.

A psicóloga Priscilla Araújo explica que uma criança consegue explicar os motivos de sua tristeza, quando isso esta relacionado com alguma situação na escola ou em casa, por exemplo. “Já a criança deprimida não entende o porquê de estar triste, apenas sente-se diferente das outras, vivencia a tristeza quase que diariamente, podendo muitas vezes irritar-se com facilidade e tornar-se agressiva, além de poder apresentar choros, uma postura corporal mais retraída, tende a se isolar e tornar-se mais tímida.”

Além destes sintomas, a psicóloga apresenta outros que também indicam uma depressão infantil. “A criança pode perder o interesse nas atividades de lazer, ter falta de apetite ou compulsão alimentar, ter dores de cabeça, cansaço excessivo, falta de energia, pesadelos, falta de memória e atenção, sonolência ou insônia, sentimentos de culpa, baixa autoestima e falta de iniciativa, ideias e ou atos suicidas (presentes normalmente em quadros de depressão severa)”, explica.

Há algumas possíveis causas que levam uma criança ao quadro de depressão, como o ambiente onde vive, separação conjugal, mudanças repentinas e mal administradas com a criança, perda de um parente próximo, cobranças exageradas, ausência de uma ou ambas as figuras paternais e, até mesmo, se há casos de depressão na família. “Este fato é uma predisposição para desenvolver um quadro depressivo, porém isso não é uma regra e não é possível dizer precisamente quais situações podem determinar a doença”, esclarece Priscilla Araújo.

E para sair desta depressão, a intervenção dos pais e a observação dos professores da escola são de suma importância. “A escola deve ter conhecimentos sobre os sintomas para que consigam identificar e imediatamente conversar com os pais e/ou responsáveis, para solicitar uma avaliação psicológica. Feito isso, os pais devem procurar ajuda profissional e, se necessário, começar um trabalho adequado para aquela criança, pois cada uma terá a sua demanda específica”, enfatiza a psicóloga.

Este cuidado com a criança pode mudar todo o contexto de sua vida. Um tratamento específico, conversas e o acompanhamento dos pais podem ajudá-la a ser um adulto equilibrado. “Caso esta criança não seja tratada adequadamente, além de poder ter prejuízos em seu desenvolvimento cognitivo e psíquico, poderá se tornar um adulto mal ajustado ao meio ambiente, com um quadro de depressão severa e com relações interpessoais comprometidas”, finaliza.

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