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Alunos paulistas aprendem flauta e violino

Projeto da Fundação Bachiana Filarmônica leva a música para a sala de aula e promove inclusão social pela arte

O projeto "A Música Venceu", que promove a inclusão social de crianças da rede pública de ensino paulista, já está no seu terceiro ano. A iniciativa, idealizada e realizada pela Fundação Bachiana Filarmônica, cujo diretor é o maestro João Carlos Martins, com o apoio de uma indústria de veículos e peças gaúcha, consiste em apresentar aos alunos a música clássica de forma natural. Isso os auxilia na expressividade e melhora a qualidade de vida por meio de uma arte, à qual dificilmente teriam acesso de outro modo.

O projeto oferece aos alunos aulas de flauta doce e violino. Cada um recebe um instrumento e o material didático. Este ano, as aulas de música começaram na Escola Estadual Professora Zilda Romeiro Pinto Moreira da Silva, em Guarulhos, na Grande São Paulo. 120 alunos, da 3ª à 5ª série do Ensino Fundamental Ciclo I, têm aulas de flauta doce, sendo 12 deles também alunos de violino. Uma vez por semana, na própria escola, as aulas de flauta de uma hora são realizadas em grupos, e as de violino, de meia hora, individualmente.

A fundação pretende, em 10 anos, formar 1.000 orquestras em todo o Brasil. O maestro Martins fala do objetivo do projeto: "Estes estudantes podem fazer parte de um futuro público de música clássica; podem ter a música como hobby ou ainda tê-la como profissão. A inclusão é o primeiro passo do projeto, mas na segunda fase pretendemos intensificar as aulas, para encontrar pequenos diamantes a serem lapidados. Nosso intuito é que a música possa ser um elemento de paz de espírito e de amor para estas crianças e jovens, e que possamos também formar músicos profissionais."

A aluna de violino e flauta Claudiane Cardoso (foto), da 5ª série, corresponde aos anseios do maestro: "Quero me profissionalizar em violino e tocar em uma orquestra. O som do instrumento é muito bonito e me ajudou a ficar mais disciplinada. Também melhorou minha atenção em sala e meu desempenho, especialmente em matemática. Antes, a minha nota era 8, agora tiro 9 ou 10." Uma colega de Claudiane, Jeniffer Guimarães, engrossa o coro: "Estou adorando as aulas. Eu nunca tinha pegado um violino na mão e agora, após 2 meses de aula, já sei identificar as notas e ler partituras." Outro aluno, Gabriel Dias, também vê futuro na arte: "Quando crescer posso me tornar um músico."

A coordenadora do projeto, Ana Camila Bordino, fala dos frutos das aulas em grupo: "Os alunos se sentem integrados com os companheiros e percebem que cada um tem a sua importância, pois da conjunção de esforços dependerá alcançar o objetivo comum. Com isso, são aprendidas regras de socialização, respeito, disciplina e integração, além do estímulo à autoestima dos estudantes."

Além da escola guarulhense, outros estabelecimentos de ensino estaduais paulistas também foram contemplados com o "A Música Venceu": Friedrich Von Voith (bairro Jaraguá, na capital), Jussara Feitosa Domschke (Suzano, Grande São Paulo) e Professor Elói Lacerda (Osasco, Grande São Paulo), cada um com cerca de 100 estudantes que conheceram a música de perto.

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