USA
 

o que a soberba pode fazer com você

Louise é evangelista e José é obreiro, mas, mesmo estando na obra, se achavam superiores aos outros. Descubra o que aconteceu com eles

Você tem mania de julgar os outros ou conhece alguém que faz isso? É comum ver muitas pessoas se sentirem superiores por conta da fé que acham que têm. Por exemplo, o membro que não respeita a família que não vai à igreja, o obreiro que se acha melhor por causa do “cargo” que ocupa ou até mesmo o pastor ou bispo que usa sua autoridade de forma negativa.

Louise Martins Honorato, de 22 anos, técnica em informática, e José Marinaldo Alves Chaves, de 52 anos, supervisor, já foram assim em razão do excesso de vaidade. Eles prejudicaram pessoas com as quais conviviam e, principalmente, a si mesmos. A história deles mostra um exemplo de superação e serve de alerta para todos prestarem atenção em suas atitudes, que, mesmo adotadas inconscientemente, prejudicam o relacionamento com Deus.

A jovem Louise conheceu a Universal por meio do namorado, que já era evangelista. Ela passou a se dedicar e, em vez de usar seu empenho para evoluir, acabou regredindo. “Eu não aceitava quando alguém apontava um erro meu.Pensava que sabia mais do que os outros, já que me dedicava tanto para a obra. Eu agia como se fosse humilde, mas, dentro de mim estava me exaltando”, lembra Louise.

Mesmo sendo evangelista, ela diz que julgava as pessoas e era muito orgulhosa com todos, principalmente com aqueles que não tinham a mesma fé. “Eu acreditava que estava servindo a Deus, mas, na verdade, estava servindo a mim mesma, ao meu ego”, recorda-se.

Com José Marinaldo aconteceu algo semelhante. No cargo de obreiro, ele passou a observar atitudes erradas de outros obreiros e viu muitos se afastarem. Isso gerou uma revolta dentro dele e a soberba ganhou força. “Mesmo há muitos anos na igreja eu era prepotente e não tinha noção do que isso poderia me causar. Esse tipo de atitude me levou à decadência espiritual”, lamenta o supervisor.

Ele diz que quando uma pessoa tinha pouco tempo como obreira, em vez de ajudá-la, se mostrava superior a ela. “Eu queria ser o melhor e não aceitava quando alguém queria me dar um bom conselho. Com isso, minha fé esfriou a ponto de ver meu filho entrar no mundo das drogas e das brigas no meu casamento aumentarem até causar o divórcio”, conta José.

O que você precisa saber sobre se sentir superior

O dicionário é claro quanto ao significado da palavra soberba: “altivez, arrogância, orgulho, presunção.” E é ela, segundo o bispo Clodomir Santos, que faz que as pessoas não evoluam espiritualmente.

“A soberba faz com que as pessoas queiram ser iguais a Deus. Essa tem sido a tragédia da vida de muita gente que está na igreja, que se entrega à soberba da vida e acha que porque tem isso ou aquilo vai resolver o problema da alma e não resolve”, explica.

Ele esclarece também as consequências na vida de quem vive na mentira, é orgulhosa, julga os outros e se esquece de que o principal é a alma. “É por isso que, de uns tempos para cá, tem muita gente no nosso meio que deveria estar em outra condição espiritual e também material e não está”. Ele deixa uma pergunta para reflexão: “Quem é você diante de Deus?”

Eles mudaram a tempo

Louise diz que reconheceu o excesso de vaidade após ler o livro Somos Todos Filhos de Deus?, do Bispo Edir Macedo. Uma passagem que dizia respeito ao batismo com o Espírito Santo mostrou a ela algo muito importante. “Naquela leitura, eu vi que eu buscava o Espírito d’Ele apenas para ser melhor do que as outras pessoas. Naquele dia, finalmente percebi meu erro, decidi mudar e olhar para dentro de mim”, revela a jovem.

A mudança não foi fácil, mas ela estava determinada. “Comecei a me policiar, vigiar meus pensamentos e minhas atitudes. Passei a dar ouvidos às pessoas que queriam meu bem, me esforcei para melhorar e investi na fé. Passei a agir de modo diferente e a olhar as pessoas com bons olhos, sem julgamentos. Hoje, tenho a consciência de que todos nós temos o mesmo valor diante de Deus e que devo ser humilde para agradá-Lo”, diz.

Assim como Louise, José também conseguiu assumir em tempo seus erros. “Diante de tantas desgraças, percebi que o erro estava em mim. Abri os meus olhos espirituais e tive que ter mais paciência comigo mesmo. Via obreiros caindo por conta do adultério, da prostituição e, principalmente ,do orgulho”, ressalta.

Ele aumentou sua dedicação e investiu na cura interior. Esforçou-se e, aos poucos, a transformação foi notável. “Quando mudei minhas atitudes, meu filho saiu das drogas, hoje está fazendo faculdade e trabalha. Renovei meu casamento e aprendemos a viver em harmonia. Quanto a minha fé, posso dizer que ela me transformou”, conclui.

Comentários

Lembramos que este espaço é reservado somente para comentários referentes à matéria em questão. Somente comentários relevantes serão autorizados. Pedidos de oração e orientação podem ser feitos na página do Pastor Online: www.universal.org/pastoronline. Sugestões e reclamações podem ser enviados para redacao@sp.universal.org.br.

Nossas Sugestões

Nossas sugestões

x
Próximo