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Dia Universal da Mulher

O evento que irá mostrar o que as mulheres precisam saber sobre elas mesmas

Você, leitora, deve ter se dado conta que nas últimas semanas – mais do que nunca – estamos abordando assuntos peculiares ao universo feminino e trazendo questionamentos para ilustrar o que acontece nos dias que sucedem o Dia Internacional da Mulher, 8 de março. A ocasião traz à memória a luta pela igualdade feminina, a importância da mulher na sociedade e todo aquele blablablá. Mas e depois? Como o mundo retribui o seu valor? Com uma cultura que prega a “ditadura da beleza”, que deixa as mulheres com “fobia” de engordar e de ficar velha.

Ou ainda com músicas que as rebaixam a um mero objeto ou recorrendo a uma lenda que diz que para deixar os homens “babando” você deve apelar para a sensualidade. E com a massificação da imagem de uma mulher “bonita” e “mumificada” graças a plásticas e tratamentos estéticos que prometem o rejuvenescimento milagroso. Sem contar que essa expectativa do “corpo perfeito”, diga-se de passagem, inatingível, só alavanca insatisfações e problemas emocionais.

Como se tudo fosse permitido, desde adotar transtornos alimentares a se render a shakes espetaculares que prometem efeitos mais rápidos do que pó de pirlimpimpim. A lista quilométrica ainda não acabou. Vamos enumerar outra realidade: o de como a mulher aprendeu com a sociedade moderna a estimar o próprio valor: se comparando as outras, se depreciando, se deprimindo ao completar 30 anos.

E quantas mulheres existem no mundo? Independentemente de classe social, raça, religião, cada uma tem sua história própria e escreve a cada dia um novo capítulo. Algumas tiveram suas vidas marcadas por traumas a que foram submetidas; outras foram marcadas por vozes que lhe diziam que não eram capazes de nada. Carregam consigo um peso que não deveria ser seu e não conseguem virar a página. Mas aceitam tudo isso. Porque ninguém lhes disse que não deveriam aceitar.

É com essa proposta que no dia 19 de abril acontecerá o “Dia Universal da Mulher”. Nesta data mulheres do mundo inteiro terão a oportunidade de aprender a se dar valor na prática e de forma real.

Enxergar o quê?

Ana Beatriz Lacerda, de 26 anos, compartilhou sua história no vídeo feito para o site cristianecardoso.com/pt, mas conta mais detalhes com exclusividade para a Folha Mulher. “Nasci em uma família amorosa no interior de São Paulo. Tudo ia bem até que na minha adolescência passei a ouvir certos comentários que aparentemente eram meras opiniões, mas que me causaram insegurança e sentimento de inferioridade. Eu também era muito ligada às influências musicais do mundo pop como Britney Spears, Christina Aguilera e as Spice Girls, artistas que são 100% produzidas pela mídia para mostrar beleza e perfeição física que fazem a maioria das jovens se sentirem inferiores a elas”, expõe.

Hoje, Ana enxerga os “padrões” que são impostos à mulher, dos quais ela e todas nós já fomos vítimas, como injustos e irreais. As revistas, novelas, os desfiles e tudo relacionado ao mundo fashion dizem que se você não for magérrima, se não tem um corpo violão e se o seu nariz não for arrebitado, você não é bonita. E quanto às mulheres que não nasceram de acordo com esses padrões? Como elas podem se valorizar mesmo assim?

Ana revela por que não deixará de comparecer ao evento: “Será um dia para dar um basta naquilo que tem denegrido a vida de muitas mulheres. Mulheres sofridas, humilhadas, esquecidas terão a chance de resgatar o valor e a alegria que um dia tiveram. Outras ouvirão pela primeira vez sobre a força e o valor que cada uma tem e partirão dali prontas para começar uma nova vida, mas dessa vez livres dos traumas do passado, complexos e de toda tristeza que um dia marcaram suas vidas”, completa.

Também conversei com Márcia Paulo, brasileira que atualmente mora na África. Ela menciona a importância deste evento para as mulheres que vivem por lá.“Essa proposta tem sido vivida com grande expectativa, já que mulheres neste continente em sua maioria não são respeitadas e muito menos reconhecidas.” Márcia diz com propriedade, já que um dia sentiu na pele a realidade de muitas mulheres.

“De forma sutil, através de uma crítica ou do desprezo que se torna frequente, é que a violência psicológica passa a fazer parte da vida de uma mulher. Foi o que aconteceu comigo. Eu simplesmente aceitava e acreditava quando me chamavam de feia, de incompetente, sem futuro e incapaz de fazer qualquer coisa. Me tornei uma pessoa sem opinião. Até que alguém me abriu os olhos para a realidade. Hoje não tenho medo do que os outros pensam, pois sei o que Deus pensa a meu respeito”, conclui Márcia.

Para saber o local e horário que acontecerá o evento perto de você, basta acessar o site universal.org/mulher ou acessar pelo QR Code. Esteja à vontade para adquirir o kit com camiseta e pulseira em uma Universal mais próxima e não deixe de participar.

Uma data só para elas

O "Dia M" será um evento que marcará a vida de milhões de mulheres no Brasil e mundo afora. Confira as expectativas de quem não perderá a oportunidade de participar do evento.

Aline Frigi, de 24 anos, México

Enxergo a iniciativa da Universal como algo importante, justamente porque vivemos em um mundo onde as mulheres têm sofrido com vários tipos de violência. O que diferenciará o "Dia Universal da Mulher" de outra comemoração é que não será apenas mas uma homenagem, mais um dia em que, de fato, as mulheres que vêm sofrendo serão ajudadas, orientadas e valorizadas.

Nataly Gabrielly, de 19 anos, Irlanda

O valor da mulher é grandioso, pena que muitas delas não conseguem enxergá-lo. Ela sempre esteve presente nos maiores acontecimentos, é mãe, filha e esposa. Ou seja, somos auxiliadoras e muito importantes em tudo. Muitas vezes a própria mulher se desvaloriza e o conflito interior tem que ser vencido. Por isso, estamos ansiosas para este dia, pois não será mais um. Será um movimento que mudará a história e o futuro de cada mulher presente. Com certeza será o "Dia M", dia de mudança. Acredito que será uma oportunidade de mostrar às mulheres sua capacidade de lutar e vencer, de não desistir.

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